Joao Leal
OPINIÃO

Crónica de Faro: Na morte de um campeão – o farense Inverno Amaral

OPINIÃO | JOÃO LEAL

Fez parte de uma geração que colocou Faro e o Algarve na alta roda do automobilismo português e que incluiu, entre outros Carlos Fontainhas, Horácio Santos, Rogério Seromenho, Pedro Cabeçadas, Antero Salazar de Eça, uma constelação de valorosos pilotos que firmaram presença assinalada no desporto motorizado.


José Inverno Amaral, de 68 anos, nascido e criado em Faro, com uma carreira, ocorrida entre 1975 e 1994, esmaltada de brilhantes êxitos, deixou-nos no final de Dezembro deste pandémico ano de 2020, vítimado por doença que não perdoa.


Com ele (Medalha de Ouro do Município) faleceu um farense de corpo inteiro, daquele que vivia a todo e qualquer instante, a sua e nossa cidade, vibrando com os seus êxitos e progressos, muitos dos quais tivera no campeão um fautor decidido.


Filho do saudoso empresário Marcelino Amaral, um assumido interventor na comunidade (casos das presidências do Sporting Clube Farense, do Rotary Clube de Faro, etc.) e neto de outro lembrado presidente do Farense e do São Luís, o Sr. Amaral, Inverno Amaral, bebeu nessa boa cepa ancestral o seu comprovado amor à «Terra Mãe».


Foi em 1975 que começou a construir a brilhante carreira de automobilista desportivo dividida entre a velocidade, o popcrosse, os ralis e o todo-o-terreno, no «Rally das Camélias», tendo como navegador outro farense de eleição, o Pedro Cabeçadas (dos automóveis e da música) e num carro preparado pelo engenhoso mecânico de Faro, Mestre Marcelino Nascimento.


Seguiram-se os êxitos: Campeão de Portugal (popcross, 1980); Campeonato Nacional de Ralies(o primeiro algarvio a consegui-lo) e a vitória na Rally do Algarve – 1987), até que, em 1994, nesta clássica algarvia do calendário português, disse adeus à competição.


A Inverno Amaral, cuja amizade tivemos o honroso ensejo de partilhar, a nossa saudade e o nosso reconhecimento por quanto fez pela sua e nossa querida Terra Mãe!

João Leal

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