OPINIÃO

Crónica de Faro: O Farense Brito Cabreira e o fim do absolutismo

OPINIÃO | JOÃO LEAL
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Ocorreu no dia 24 de Agosto o 2.º centenário da «Revolução Liberal do Porto», significativo acontecimento histórico em que teve um papel relevante o farense Coronel Sebastião Drago Valente de Brito Cabreira. O movimento insurreicional teve como causas imediatas o retorno da Família Real, exilada no Brasil a Portugal e o avanço para a Constituição Política de 1822. Esta havia de assinalar o fim do absolutismo régio início do liberalismo entre nós.


Faro ficou assim pelo empenho marcante de Brito Cabreira ligada a uma profunda alteração na vida cívica do País, bem como pela imediata adesão dos responsáveis locais ao liberalismo.


Brito Cabreira, que tem o seu honrado nome homenageado na toponímia citadina (artéria de ligação das Ruas do Alportel e Horta Machado), nasceu nesta cidade a 6 de Janeiro de 1763 (Dia de Reis) e faleceu no Porto, com 70 anos, a 2 de Junho de 1833, quando ainda decorria a Guerra Civil entre absolutistas e liberais. Desde jovem que este destemido militar e também bacharel em Matemáticas pela Universidade de Coimbra se revelara um árduo defensor dos interesses pátrios lutando pela expulsão do exército napoleónico e outras contendas. Entre outras relevantes funções Brito Cabreira foi, após a «Revolução Liberal do Porto», Vice-Presidente da Junta Provisória do Governo Supremo do Reino e, entre 1821 e 1823, Governador do Reino do Algarve, então sediado na cidade de Tavira.


Volvidos dois séculos recordar aquele Movimento é lembrar a memória e os feitos do ilustre farense que foi o Coronel Sebastião Drago Valente de BRITO CABREIRA.

João Leal

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