CRÓNICA DE FARO: “Pensar Faro”

João Leal

Este é um exercício de pensamento a que, a cada instante estamos a celebrar, pelo permanente dever e testemunho de fidelidade à Terra Mãe. Tudo o que é Faro, por Faro e para Faro nos toca e motiva, como aconteceu. Com uma ênfase compreensível e motivador com a participação no “II Fórum Pensar Faro – Faro” que, durante dois dias aconteceu na Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve (EHTA), com uma adesão que, bem desejaríamos, conhecesse maior expressividade numérica.
Numa organização, a todos os títulos louvável e oportuna, da União das Freguesias – Sé e São Pedro, da presidência desse empenhado farense que é o Eng. Bruno Azevedo Lage, que assumiu também as funções de Coordenador Geral e o apoio do Centro de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Algarve (CIMA) e da EHTA, encontrou também pelo segundo ano consecutivo, na pessoa de outro farense, o prof. Dr. Jorge Carrega, o seu coordenador científico.
Nesta edição do fórum “Pensar Faro”, que teve a excelência de intervenção de 14 professores e investigadores das Universidades do Algarve, Nova de Lisboa e de Évora, as atenções voltaram-se para esse acidente hidrográfico de grande valia e interesse à escala mundial, que é a Ria Formosa, não apenas na sua vertente bioambiental, como nos aspectos económicos e de rico potencial, nem sempre e pelas diversas formas da melhor forma aproveitado.
Claro que tivemos testemunhos de elevado valor histórico-cultural, como Faro no Mundo do Livro (Patrícia de Jesus Palma), a Lenda de Santa Maria da autoria do rei Afonso X (Mariana Botana Vilar), a população escrava de Faro na Idade Moderna (Marco Sousa Santos), O mercado no Espaço Urbano de Faro (Daniela Pereira), as fortificações militares da Idade Média à Idade Contemporânea (Fernando Pessanha), conservação e restauro do património municipal (Susana Paté) e os combatentes do concelho na I Guerra Mundial (Joaquim Rodrigues). Como aconteceu em referência a questões de conservação ambiental ou de perspectiva de validade económica, citando a tal propósito as conferências sobre: o sistema de ilhas barreira da Ria Formosa (Óscar Ferreira), cavalos marinhos – da abundância ao risco de extinção (Jorge Palma), a aquacultura – passado, presente e futuro (Elsa Silva), o potencial económico das plantas do sapal para biotecnologia e alimentação humana (Luísa Custódio), a biodiversidade da Ria Formosa – uma mais valia que importa preservar (Jorge Manuel Gonçalves) e o projeto de sustentabilidade energética do núcleo piscatório da Ilha da Culatra (André Pacheco).
Uma jornada singular esta em que se amou Faro ouvindo-se intervenções sobre uma das suas “jóias da coroa” e talvez a de maior expressão, a Ria Formosa.

João Leal

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