CRÓNICA DE FARO: Um projeto da maior valia

JOÃO LEAL

Foi através de um excelente texto da autoria do jornalista Nuno Couto, inserto no “Jornal do Algarve”, de que é dedicado redator, que tivemos conhecimento da concretização do projeto iniciado há uma década na cidade de Faro e visando a prática futebolística como grande fator de integração, que deve o seu lançamento e vivência à capacidade de iniciativa e de organização do merecidamente chamado “capitão” Paulo Lima. É a ele que se deve o lançamento desta ação “que, no escrever de Nuno Couto “transformou o futebol num importante elemento de integração social, aproximadamente pessoas de várias origens e culturas”.
Todos os domingos do ano (executando os meses de Julho e de Agosto), desde há 10 anos que quer faça sol (o que, rezam as escritas, acontece “360 dias por ano no Algarve” ou chuva (o que, ao invés e, tantas vezes dela a necessitarmos sucede poucos dias) um grupo de entusiastas de diversas origens e procedências, inicialmente eram médicos e professores, se junta da Escola Dr. José Neves, na capital algarvia e praticam desporto e fomentam laços de convívio e de amizade nos jogos de futebol. Paulo Lima, técnico administrativo da delegação dos “Cafés Delta”, mentor da ideia, alcançou de imediato o apoio do Comendador Rui Nabeiro, leader daquela importante empresa a nível mundial, que oferece os equipamentos e bolas e deu um contributo da maior valia, com a generosidade que lhe é peculiar pelas nobres causas e tão conhecida é.
Volvidos estes dez anos de vivência o grupo inclui as mais diversas nacionalidades (Portugal, Brasil, Venezuela, Guiné Bissau, Angola, Espanha, etc.) desempenhando as mais díspares ocupações (estudantes, engenheiros, trabalhadores da construção civil e muitas outras) e aquele “pai” e mentor do projeto afirma: “o futebol de domingo é a prova de que através de uma bola se pode criar amizades entre várias nacionalidades. O objectivo é a integração de pessoas que vêm estudar ou trabalhar para a região. Quero que se sintam bem acolhidos na nossa comunidade, pois a maioria está longe da família e não tem ninguém que os ajude no Algarve”.
De como o futebol e o desporto podem ser um verdadeiro laço de integração social!

João Leal

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