OPINIÃO

CRÓNICA DE FARO: Urgente a reconstrução da igreja da Senhora da Saúde

OPINIÃO | JOÃO LEAL

JOAO LEAL

Nas imediações da capital algarvia, na freguesia de São Pedro, ao final da estrada e do lugar do mesmo nome, próximo de Mar e Guerra e do cruzamento da EN 2 (Conceição de Faro) situam-se os restos da que, em séculos atrás foi local de peregrinação e vivência religiosa a “igrejinha” erigida em honra de Nossa Senhora da Saúde, que o era de grande devoção e onde, menino e moço, chegámos a ir de missão catequética, com o sempre saudoso Padre José Gomes da Encarnação, que até então pastoreava a referida comunidade paroquial.
Esta invocação mariana que batizou a estrada, hoje uma verdadeira avenida pelos vários itens a que dá acesso (Escola Afonso III, Fórum, habitação na “Faro, cidade em quarto crescente”), opção à EN 125, etc.) e o úbere local da zona agrícola farense, deve ditar de há vários séculos como aconteceu com outros templos país em Faro, com destaque para a “capelinha” da Senhora da Saúde na Mouraria (Martim Moniz), em Lisboa e na nossa região, entre outros em Tavira, São Bartolomeu de Messines e tantos mais.
Hoje, aquela igreja, que ora tanto se fala em preservação e conservação do património construído, é um indesejável espetro do que foi assinalado a religiosidade das gentes farenses, sobretudo da parte rural e da parte integrante desse mesmo inventário comum erigido ao longo das centúrias.
A grande maioria talvez desconheça a existência do que foi a Igreja da Senhora da Saúde e o marco de que era referência, como nós não o sabemos se é propriedade particular, do Município ou da Paróquia. De há muito que se fala deste templo, sendo a última referência que nos reportamos do fabrico de notas falsas no local, caso amplamente citado na imprensa diária.
Importa sim que se procedam às obras conducentes ao seu restauro, para que termine o indesejável aspeto em que se encontra.

João Leal

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