COVID-19

Cumprimento de regras sanitárias é essencial para confiança do turismo algarvio

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O cumprimento das regras sanitárias é considerado essencial para estabelecer a confiança dos turistas no Algarve e manter a imagem de um destino seguro para umas férias no contexto da pandemia de COVID-19, defenderam os responsáveis do turismo.

“O pior que pode acontecer ao Algarve, que tem uma boa imagem de destino seguro na Europa, é que as regras não sejam cumpridas e desperdiçar o tempo que todos dedicaram ao confinamento para conter a pandemia” afirmou a presidente da Câmara Municipal de Portimão, Isilda Gomes, numa conferência digital.

Durante a conferência “O Algarve no Horizonte – Como vai ser a próxima época balnear”, organizada pela revista Ambitur, Isilda Gomes defendeu que o Algarve “esforçou-se muito” para que o confinamento “fosse conseguido”, tendo todos trabalhado “de forma eficaz”, que se reflete nos atuais números, “algo que ajuda à confiança das pessoas”.

Já a diretora da Marina de Vilamoura, Isolete Correia, reforçou a ideia de que “o sucesso de todos vai depender do comportamento de cada um”, defendendo que é necessário “vencer o desafio” e classificando o selo Clean & Safe como uma das formas de cativar a confiança de quem quer visitar o Algarve.

Aquela responsável realçou que poucas empresas “não estarão fragilizadas com esta pandemia”, mas que também “uniu as pessoas, as empresas e a região” que estão agora “com força para dinamizar o negócio, mas adaptado às novas regras”.

Defendeu ainda que seria importante alargar o período da época balnear “para além de setembro”, já que é uma “altura de férias escolhida por muitos turistas estrangeiros”.

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, realçou, por seu turno, que os primeiros passos são essenciais para incrementar a confiança e gerar um aumento da procura.

Para Pedro Costa Ferreira, há um grande desafio em manter uma estrutura de referência na oferta da hotelaria e animação do Algarve, que “tem que sobreviver à crise”.

Uma tarefa que pode não se revelar fácil já que “por muito que se fale de recuperação”, este ano o Algarve deverá estar “a 30%”, algo “bem otimista do que esperava em abril, mas, ainda assim “é uma quebra de 70%”, ressalvou.

A hotelaria e a restauração também têm um papel essencial nesta recuperação e que este ano se vai centrar no mercado nacional “que tem mostrado uma procura crescente”, revelou Daniel do Adro, o diretor do hotel da Quinta do Lago, numa zona de turismo de luxo.

Daniel do Adro adiantou que as reservas anteriores à pandemia “não têm sido canceladas”, reflexo de “um desejo em viajar”, mas a procura por novas marcações “tem sido baixa”.

O empresário considerou que o setor enfrenta um desafio operacional para manter “a habitual proximidade e o acolhimento e manter a segurança” e passar a tornar visível o que durante anos se andou a ocultar.

 “A magia de criar uma unidade hoteleira imaculada, sem que o cliente percebesse como e agora é uma inversão, como o fazemos isso e o tornamos numa forma óbvia”, revelou.

Unânime foi o elogio ao trabalho da Região de Turismo do Algarve (RTA) na solução de alguns dos problemas do setor e no apoio aos empresários, nomeadamente, na elaboração de manuais de boas práticas.

O presidente da RTA, João Fernandes, revelou na conferência que está a ser preparada “uma campanha de promoção para o mercado interno” e que esta pode ser uma boa oportunidade para o regresso de turistas portugueses que habitualmente passam férias no exterior.

Para João Fernandes, “julho e em agosto será o período de maior procura” e que “servirá de barómetro para a capacidade e confiança” para se estabelecerem as viagens nacionais e internacionais.

O destaque que tem sido dado ao Algarve nas televisões britânicas deixam-no “otimista quanto a este verão”, assim como a gradual abertura das fronteiras aéreas e a terrestre com Espanha, para a qual revelou “um grande expectativa”.

A conferência digital juntou diversas entidades públicas e privadas com o objetivo de debater como o destino se está a preparar para a época balnear no contexto da pandemia de COVID-19.

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