Deixem os professores dar aulas!

Deixem os professores dar aulas! Deixem os professores trabalhar para “ ninguém ficar para trás”! Não sobrecarreguem os professores com situações fora da sua área de competência! Tudo muda a cada “semestre”! Tudo é alterado de um ano letivo para outro!
Pensem que são necessários espaços de aula mais adequados, condições materiais mais atualizadas e menos alunos para que seja possível exercer o direito de se respeitar os diferentes perfis de aprendizagem que enriquecem a escola pública.
Não podemos olhar para a escola como se de uma empresa se tratasse. As medidas economicistas são contraproducentes na prossecução da escola pública de qualidade que se pretende.
Não atribuam aos professores responsabilidades que dizem respeito a outras entidades, nomeadamente no que diz respeito ao enquadramento social e de lazer.
É possível e desejável articular o desenvolvimento das políticas sociais com as educacionais. É importante considerarmos, por exemplo, a atividade física e a atividade artística, como promotoras do desenvolvimento global, nomeadamente no enquadra-mento da saúde, da sociabilidade ou mesmo como ocupação saudável do tempo livre.
A educação, no seu sentido mais profundo, desempenha um papel essencial na promoção dos valores fundamentais da democracia, da participação e da cidadania e no combate às desigualdades.
As nossas crianças e jovens deveriam usufruir todas dos mesmos direitos educacionais e civis. No entanto, há contradições entre liberdade e igualdade.
É importante afastarmo-nos do individualismo associado às lógicas económicas da procura e da rentabilização do mercado. As lógicas sociais e educacionais ainda têm uma herança onde persistem algumas velhas desigualdades
Assim, no combate às desigualdades sociais, é pertinente considerar educação global das nossas crianças e jovens como algo que não se esgota nas escolas, sendo um processo contínuo e mobilizador de todos os agentes da comunidade educativa e dos projetos a desenvolver pela comunidade.
Sugiro que se estabeleçam protocolos pontuais com as diferentes associações culturais e desportivas que integram o tecido social da cidade de Faro no sentido de disponibilizarem algum tempo diário no conjunto das atividades que desenvolvem para que integrem uma bolsa de horas extracurriculares que darão corpo à ocupação plena do tempo escolar após as atividades letivas no ensino pré-escolar e no 1º ciclo
A intervenção das coletividades seria pluridisciplinar: das bandas de música, às modalidades desportivas, dos ranchos folclóricos, aos grupos de música popular e coral, passando ainda pelos grupos cénicos e as escolas de música.
O apoio prestado pelo município de Faro ao associativismo já decorre com uma regularidade grande e com um crescendo financeiro. O objetivo do contributo financeiro deveria ser aumentar o leque de prestação de serviços à população farense com a ajuda

Beatriz Calafate

Dirigente Sindical SPZS

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