Deputados garantem que estão ao lado da população na luta pela requalificação urgente da EN 125

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Os deputados de todas as forças políticas, eleitos pelo Algarve, mostraram-se indignados pelo estado de degradação em que se encontra a EN 125, no troço Olhão/Vila Real de Santo António, e tomaram a posição unânime de estarem do lado do movimento de utentes, apoiá-lo “em tudo o que for necessário” e “fazer tudo o que for possível” para que se agilize ao máximo a discussão em plenário no Parlamento, para que a tão desejada requalificação deixe de ser um desejo e passe a ser uma certeza.

José Carlos Barros (PSD), Luís Graça (PS), João Vasconcelos (BE), Vítor Hugo Palma, em representação da deputada Teresa Caeiro (CDS), e Paulo Neto, em representação do deputado Paulo Sá (PCP), participaram, junto com os autarcas Conceição Cabrita (VRSA) e Francisco Amaral (Castro Marim) e os membros do Movimento de Cidadãos Utentes da EN 125 – Sotavento, na tertúlia organizada pelo Jornal do Baixo Guadiana e pela Biblioteca Municipal Vicente Campinas, que decorreu esta segunda-feira na cidade pombalina.

Também foram convidados os autarcas de Tavira e de Olhão, bem como o presidente da AMAL, mas não compareceram nem justificaram a sua ausência.

A tertúlia, moderada pela jornalista Susana de Sousa, teve casa cheia para debater o estado deplorável em que se encontra a EN 125, no troço que percorre o Sotavento algarvio, e esclarecer as ações que cada partido já tomou na Assembleia da República para resolver um problema que se arrasta desde 2008.

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Depois da projeção de várias imagens sobre o estado em que se encontra o referido troço, a maioria dos presentes mostrou-se indignada com a situação. Além dos representantes do movimento de utentes, também os autarcas presentes manifestaram o seu desagrado por terem no seu concelho uma estrada de retalhos e que não dignifica as pessoas.

Hugo Pena, um dos fundadores daquele movimento de utentes, referiu que “desde 2014 até à presente data, ocorreram uma média de 33 mortes por ano nas estradas do Algarve, com maior ocorrência na EN125 e nas suas variantes, uma vez que as pessoas fogem às portagens da Via do Infante e à esburacada estrada nacional e acabam por ter acidentes em estradas mais secundárias”.

Foi também focado o facto do Governo ter-se escudado sistematicamente na falta de um visto do Tribunal de Contas, necessário à renegociação do contrato com a concessionária, para justificar o atraso no arranque das obras.

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Hugo Pena e Francisco Amaral revelaram, mais uma vez, a conversa que tiveram na última semana com o diretor-geral do Tribunal de Contas (TC). Recorde-se que aquele responsável, tal como o Jornal do Algarve já tinha noticiado, afirmou não haver nenhum atraso do TC porque este tem um prazo máximo de 30 dias para responder, a Infraestruturas de Portugal entregou o processo no TC no passado dia 14 de março, o mesmo foi devolvido no dia 28 do mesmo mês para alguns esclarecimentos (o prazo de 30 dias é interrompido nestas situações) e, até à presente data, ainda não voltaram a receber o referido processo

“As desculpas com o Tribunal de Contas já vêm desde há vários anos para cá, mas o processo só deu entrada nas datas já referidas”, sublinhou Hugo Pena.

Por fim, Hugo Pena agradeceu o apoio dos deputados afirmando que “têm de ser eles a catapulta que falta ao Movimento de Utentes e a todos os cidadãos para que o problema seja resolvido com a maior celeridade possível”.

“Novas ações estão previstas e serão dadas a conhecer em tempo oportuno”, garantiu aquele membro do movimento de utentes.

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