ruínas romanas milreu
CULTURA

DGPC propõe bustos imperiais de Milreu como tesouro nacional

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) vai propor ao Governo a classificação, como tesouro nacional, de três bustos imperiais descobertos na ‘villa’ romana de Milreu, em Estoi, segundo o anúncio publicado em Diário da República (DR).

“É intenção da Direção-Geral do Património Cultural propor a Sua Excelência a Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural a classificação como conjunto de interesse nacional (CIN), com a designação de ‘tesouro nacional’, de três bustos imperiais provenientes da ‘villa’ romana de Milreu: Agrippina minor, Adriano e Galieno”, lê-se no documento.

De acordo com o anúncio, o prazo para os interessados se pronunciarem “é fixado em 30 dias úteis”.

No processo de abertura do procedimento, datado de novembro de 2020, a DGPC considera que a proteção e valorização dos três bustos “representam valor cultural de significado para a Nação”, nos termos dispostos na lei de base do Património Cultural.

Os bustos imperiais foram descobertos em 1966, entre o diverso espólio arqueológico referenciado pelas ocupações romanas na ‘villa’ de Milreu, situada perto da povoação de Estoi, nos arredores da cidade de Faro.

Os diversos trabalhos arqueológicos realizados desde a década de 70 do século passado permitiram identificar vestígios estruturais e artefactuais da ‘villa’, com várias fases de construção e ocupação, cronologicamente balizadas entre o século I e o século VII (d.C), bem como materiais integrados nos séculos VIII, inícios do século X.

Os elementos relevantes do processo de decisão estão disponíveis na página eletrónica da DGPC (www.patrimoniocultural.gov.pt), podendo ainda ser enviados para a direção regional de cultura territorialmente competente, caso se verifiquem pressupostos previstos na legislação, indica o anúncio do DR.

PUB
Tamanho da Fonte
Contraste