Dieta mediterrânica, uma oportunidade para o Algarve

O plano de ação da dieta mediterrânica inclui uma lista de intervenções para potenciar o desenvolvimento de atividades ligadas direta ou indiretamente ao turismo

A dieta mediterrânica representa um estilo de vida milenar que importa preservar, mas também é uma oportunidade de negócio que a região quer explorar. Para isso, foi aprovado o plano de ação e salvaguarda da dieta mediterrânica para o Algarve, que prevê um conjunto de iniciativas a implementar na região entre 2018 e 2021. O objetivo é “transmitir às gerações vindouras o conceito da dieta mediterrânica” e “acrescentar valor à oferta regional”

 

Pão, azeite, vinho, produtos do mar, ervas aromáticas, hortícolas e leguminosas. Estes são os produtos “sagrados” na cultura alimentar mediterrânica, que se baseia em alimentos frescos e produzidos localmente. Mas a dieta mediterrânica – cujo nome deriva da palavra grega díaita, que quer dizer modo de vida – não se limita apenas à alimentação, mas também compreende uma série de práticas e conhecimentos ancestrais.

“Afirmar o Algarve como região de excelência na investigação e produção de conhecimento no âmbito da dieta mediterrânica (DM)”, aumentando assim o impacto do conhecimento produzido no âmbito da DM e as oportunidades de desenvolvimento regional, é um dos objetivos estratégicos do Plano de Ação e Salvaguarda da Dieta Mediterrânica para a região do Algarve, cuja versão final foi apresentada, na semana passada, em Faro.

O documento, que foi coordenado pela Universidade do Algarve em colaboração com várias entidades regionais, tem ainda como objetivos “envolver a comunidade da região do Algarve, incluindo os agentes dos vários setores produtivos, na salvaguarda da dieta mediterrânica”, ao mesmo tempo que vai tentar “contribuir para uma maior coerência e sustentabilidade do vasto conjunto de atividades económicas na região, potenciando a utilização adequada da DM”.

Oportunidade para acrescentar valor à oferta regional

Francisco Serra, presidente da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve e da Comissão Regional da Dieta Mediterrânica, explica que o plano de atividades 2018-2021 pretende “apoiar a continuidade da salvaguarda da dieta mediterrânica de modo sustentável e transmitir às gerações vindouras o conceito da dieta mediterrânica”.

O presidente da CCDR sublinha que o plano inclui uma lista de intervenções que foram objeto de consenso regional, sendo “um projeto transversal ao território e estruturante no âmbito da estratégia regional pela capacidade que tem em mobilizar domínios relevantes para a região – da identidade à produção e consumo”…

 

(NOTÍCIA COMPLETA NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL DO ALGARVE – NAS BANCAS A PARTIR DE 6 DE SETEMBRO)

Nuno Couto|Jornal do Algarve

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