PAÍS

Diretor nacional da PSP defende redução de esquadras

A medida permitiria  uma melhor “racionalização e rentabilização” dos recursos humanos e materiais da força de segurança, defende Oliveira Pereira.

 O diretor nacional da PSP, Oliveira Pereira, defende a redução do número de esquadras em nome de uma melhor “racionalização e rentabilização” dos recursos humanos e materiais da força de segurança.

Em entrevista à agência Lusa, o superintendente chefe Oliveira Pereira adiantou que a PSP tem um estudo que aponta para o fecho de esquadras, mas a decisão política passa pelo não encerramento.

“A decisão é que não há fechos de esquadras. Isso não quer dizer que a PSP não faça um estudo de rentabilização e da verdadeira razão de ser das esquadras”, afirmou, escusando a avançar o número de postos que deveriam encerrar, alegando o carácter reservado do estudo.

No entanto, acrescentou que o maior número de postos que poderiam ser encerrados situa-se em Lisboa e Porto, justificando com a existência de meios de transporte, como metro e autocarro.

“Temos meios de comunicação que não existiam há 50 anos quando foram criadas essas estruturas de base de esquadras”, sublinhou.

Oliveira Pereira avançou que uma das soluções poderia passar por juntar três ou quatro esquadras numa só, mas não daria o nome de “super esquadras”, que classificou de “diabólico”.

“Há um défice de efetivo na Polícia, temos que ter este esforço permanente de racionalização e rentabilização dos meios e recursos”, disse, afirmando que “uma esquadra implica no mínimo de 15 agentes”.

“A existência de uma esquadra tem implicações logísticas, administrativas e de recursos humanos, porque é preciso ter água, gás, impressoras, telefones. São gastos muito grandes”, acrescentou.

O diretor da Polícia de Segurança Pública (PSP) justificou ainda o encerramento de esquadras com a experiência de outros países, onde já existem mecanismos testados, como é o caso de Madrid, que tem um quarto das esquadras de Lisboa.

Oliveira Pereira disse também que a Polícia tem a “preocupação em reduzir os custos”.

“O plano de austeridade da PSP já se realiza há anos e neste momento há uma diretiva minha no sentido de existir alguma contenção em algumas despesas”, referiu.

Como exemplo, frisou que tem centralizado todas as saídas para o estrangeiro.

“Há cortes naquilo que é supérfluo, no que não é fundamental para a segurança dos cidadãos”, disse ainda.

CMP/CC

Lusa/JA

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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