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Doentes esperam mais de um ano por primeiras consultas

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Há utentes que têm de esperar mais de um ano por uma primeira consulta de especialidade nos hospitais públicos da região. A situação mais grave atinge os 856 dias de espera, ou seja, dois anos e quatro meses para uma consulta que deveria acontecer no espaço máximo de 120 dias. A justificação para estes atrasos é antigo e prende-se com a falta de profissionais. Mesmo assim, fontes hospitalares asseguram que o Algarve está preparado para responder às “solicitações próprias do verão”… excetuando em “condições muito adversas”

 

O problema é transversal ao país, mas os meses de verão são tradicionalmente uma época mais complicada para o Algarve no que toca à saúde. As listas de espera aumentam, o caos instala-se nas urgências hospitalares e os centros de saúde entram em rutura. Quem mais sofre com esta situação são os doentes que necessitam de cuidados de saúde durante este período crítico na região. Os problemas estão identificados: a crónica falta de médicos e o aumento significativo da afluência turística agravam os problemas e os atrasos nos hospitais e centros de saúde do Algarve, num período em que a população passa dos habituais 450 mil habitantes para mais de 1,5 milhões.

O problema é que, segundo os indicadores oficiais consultados na última semana pelo JORNAL DO ALGARVE, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) já estão a ultrapassar os “Tempos Máximos de Resposta Garantidos” para as primeiras consultas em várias especialidades. O pior caso é na especialidade de urologia, que ultrapassa os dois anos de espera por uma consulta normal…

A ARS e o Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA) reconhecem que a causa dos elevados tempos de espera em algumas especialidades deve-se à falta de profissionais de saúde. Em algumas especialidades, o CHUA refere mesmo que precisaria de mais dez profissionais. Mas, apesar da tentativa de contratar mais médicos para o Algarve, através da abertura de vários concursos, a maioria das vagas fica sempre por preencher.

Esta semana, o Ministério da Saúde voltou a lançar um concurso que prevê a mobilidade dos médicos de outras regiões do país para prestarem cuidados de saúde no Algarve, no total de 70 vagas. No entanto, à semelhança dos últimos anos, estas candidaturas deverão ter pouca resposta. No ano passado, apenas quatro médicos aceitaram deslocar-se para o Algarve, menos três que no ano anterior…!

(NOTÍCIA COMPLETA NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL DO ALGARVE – NAS BANCAS A PARTIR DE 5 DE JULHO)

Nuno Couto|Jornal do Algarve

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