Domingos Viegas o rosto do Jornal do Algarve

Que dizer de Domingos Viegas? Tudo o que possamos dizer não será suficiente para descrever (será a palavra certa??) a pessoa, o colaborador, o colega, o profissional.
O Domingos era, pelo menos connosco, uma pessoa reservada, de poucas palavras, mas que quando tinha um trabalho jornalístico entre mãos, defendia os seus argumentos de forma calorosa. Era um Jornalista sério e equilibrado não embarcando em sensacionalismos.
Claro é que nunca se consegue agradar a “gregos e a troianos” e o Domingos que era uma pessoa íntegra e séria no seu trabalho, quando havia reclamações por parte deste ou daquele partido, dizia sempre “deixe-os falar” o “trabalho foi feito”. E assim era!
Quando achávamos que devíamos fazer esta ou aquela peça mais arrojada, era a voz sensata do Domingos que nos fazia ver que não era essa a nossa função: “sempre me ensinaram que o Jornal do Algarve não é um jornal sensacionalista”, “olhe que o jornal não é de VRSA, é do Algarve” era a voz da razão! Mas o Domingos não era só o jornalista. Era a pessoa de inteiríssima confiança que fazia o fecho do jornal, decidia a primeira página, era o rosto, a alma do Jornal do Algarve!
Não era de muitas palavras, mas falava acertadamente; tinha um ar sério, mas tinha sentido de humor; parecia alheio ao que o rodeava, mas tinha sempre uma palavra de apoio às suas colegas; sabia das dificuldades e mostrava- se sempre disponível para viabilizar o jornal, mesmo quando parecia não estar muito bem… sim era sensível e como qualquer ser humano tinha os seus problemas. Parecia estar triste, mas… se havia que trabalhar, trabalhava! Outro qualquer pararia… Nem sempre estávamos de acordo, mas entregávamos-lhe o jornal com inteira confiança! Consideramos, por isso, que sabia quanto o apreciávamos…. Sabíamos da qualidade do colaborador que tínhamos, sabíamos que era difícil trabalhar sem ele (porque quando estava de férias, todos desejavam que o tempo passasse depressa),
mas não sabíamos que íamos perdê- lo de maneira tão trágica! Gostávamos dele, mas não sabíamos quanto… Como vamos conseguir entrar na redação e ver aquela secretária vazia? (tal e qual como
ele a deixou)

Luísa Travassos

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