Eleições Legislativas: Um Tango com muitos “penetras”

Como dizia José Sócrates, “são precisos dois para dançar o Tango”. Mas no caso das eleições algarvias, historicamente, dois não têm chegado: PS e PSD são os principais dançarinos e têm feito o pleno de participações quando se trata de eleger deputados. Mas a CDU roubou-lhes o protagonismo. E mais tarde vieram o CDS e o Bloco de Esquerda. Outros poderão vir. Uma dança a dois com muitos “penetras”, portanto. Todos querem dançar sob o brilho das luzes de São Bento

Com intervalos e algumas nuances, no Algarve a hegemonia entre PS e PSD tem sido predominante nas 14 eleições legislativas que se disputaram desde 1976, mas nos últimos atos eleitorais esse domínio tem-se esbatido. E, tudo o indica, assim deverá voltar a ocorrer: à semelhança de 2009, 2011 e 2015, os chamados pequenos partidos ou coligações concorrentes – Bloco de Esquerda (BE), CDU e CDS – tudo vão fazer para não perder o único deputado que cada um deles arduamente alcançou nas últimas corridas às urnas.

A mais recente distribuição de mandatos entre várias forças, de 2009 para cá, pôs fim a um período de bipolarização na eleição de deputados, entre PS e PSD, de 15 anos (eleições de 1991, 1995, 1999, 2002 e 2005), durante os quais os dois partidos dividiram o “bolo” dos oito mandatos em disputa.
Essa divisão foi sobretudo obtida à custa da redução do número de deputados eleitos pelo Algarve, que em 1987 passou de 9 para 8 e assim se manteve até 2009. Só em 2011 o Algarve recupera o seu deputado “extra”, perdido nos meados dos anos 80.

Embora haja uma agenda regional e parcialmente os resultados eleitorais flutuem também ao sabor dessa agenda, os avanços e recuos dos partidos no Algarve, como ocorre em outras regiões, vão essencialmente a reboque do contexto nacional. E decorre muito do élan de que os principais protagonistas políticos nacionais são capazes para conquistar a maior fatia de votos válidos dos 9.344.479 eleitores portugueses.

Entre os dois partidos dominantes, foi ao PS que, historicamente, couberam mais vitórias na região: obteve largas maiorias, sobretudo em 1976 (44,63% e 6 dos 9 deputados eleitos então) e nos arranques eleitorais devidos a Guterres: em 1995 o partido teve 49,6% no Algarve (5 dos 8 deputados) e em 1999 obteve 48,4 (também 5 deputados). A maioria absoluta de Sócrates, em 2005, foi a terceira grande ocasião dos socialistas a nível regional, a maior de sempre, com um volume eleitoral de 49,3% e a conquista de 6 dos 8 lugares parlamentares então em disputa.

Com resultados bem mais fracos do que os socialistas, o PSD alcandorou-se ao topo da tabela nas maiorias absolutas de Sá Carneiro (AD), em 1980 (ganhou por uma unha negra à então FRS, coligação dominada pelo PS, obtendo ambos 4 deputados).
Mas foi sobretudo com Cavaco Silva que o PSD/Algarve arrancaria as maiores vitórias eleitorais na região: em 1987 alcançaria 46,7% dos votos e 5 dos 8 deputados, enquanto em 1991 lograria obter 50,8% e 5 deputados. Foi o maior resultado alguma vez obtido por um partido político a nível regional numas eleições legislativas.

Na linha do tempo, foi à CDU (que até 1985 concorreu sob a sigla APU – Aliança Povo Unido, de que faziam parte o extinto MDP/CDE e a Intervenção Democrática) que competiu mais vezes “meter a colher” entre os dois partidos dominantes: por seis vezes a coligação dominada pelo PCP elegeu 1 deputado e nas eleições de 1983 e 1985 conquistou mesmo 2 deputados.
Curiosamente, apesar de tradicionalmente ser considerada uma força política consistente e sem transvazes brutais de eleitorado a nível nacional, no Algarve os resultados são muito variáveis ao longo dos últimos 43 anos de legislativas: dos 20,3% de 1979 aos 6,3% de 2002.

As disputas eleitorais dos anos 80 foram de relativa glória para os comunistas, no Algarve, com 18% e 2 deputados em 1983 e 15,4% e 2 deputados em 1985. Nas eleições seguintes, em 1987, elegeria 1 deputado, ao conquistar 10,9% dos votos.
De resto, depois daquele ano, a coligação liderada pelos comunistas nunca mais obteria resultados de dois dígitos e só conquistaria o seu deputado algarvio depois de o Algarve recuperar o seu nono deputado e, obviamente, à custa desse facto.

Entre os partidos parlamentares, o CDS/PP é o partido político que, no Algarve, apresenta um leque mais alargado de resultados, dos 2,8% de 1991 (ano da segunda maioria absoluta de Cavaco Silva) até aos 12,7% de 2011 (ano em que Passos Coelho ganhou e formou governo).
Curiosamente, em matéria de percentagens, a disputa do CDS faz-se com a CDU (embora aqui não haja transvazes eleitorais ou eles sejam residuais), com o partido de Assunção Cristas a alternar várias vezes com os comunistas a conquista do terceiro lugar. Com clara vitória na contenda para os comunistas nestes 43 anos de eleições.

Ainda assim, tirando a experiência da AD (1979 e 1980), só em 2009 o partido viria a conquistar o seu primeiro lugar parlamentar enquanto concorrente solitário às eleições, ao duplicar o seu score das eleições anteriores, de 2005: passou de 5,8% para 10,7% e conquistou o seu primeiro deputado. Deputado que manteria em 2011, ano em que reforçou a votação para 12,7%. Em 2015, os centristas conquistaram o seu deputado solitário (Teresa Caeiro) à boleia da coligação Portugal à Frente (PAF), que obteria um total de 3 mandatos. Dois deles foram para o PSD (Cristóvão Norte e José Carlos Barros).

Concorrente desde 1999, o BE começou a sua escalada (com algumas quedas) nos 2,3 por cento alcançados naquele ano, mantendo em 2002 e atingindo os 7,7% em 2005. Duplicou o score, para 15,4%, em 2009, o que lhe valeria a conquista do seu primeiro deputado algarvio.
O partido caiu abruptamente em 2011, para 8,2%, mas segurou o seu deputado, com a estreia de João Vasconcelos. Em 2015 manteria o mesmo deputado, voltando aos dois dígitos: 14,1%, ainda assim um pouco abaixo do resultado de 2009.

Os bloquistas, que em 2011 perderam o terceiro lugar para o CDS e o quarto lugar para a CDU, recuperaram a terceira posição em 2015, apesar de o CDS ter concorrido em coligação (PAF) naquele ano.
Em matéria de qualidade parlamentar, sairiam do Algarve ao longos destas quatro décadas algumas das mais reputadas vozes, que ocuparam posições de destaque ou liderança. De Luís Filipe Madeira (PS) a Carlos Brito (PCP), passando por Mendes Bota (PSD).

Concorrem às eleições de 6 de outubro 19 listas eleitorais. Uma das surpresas da noite eleitoral poderá vir do PAN –Pessoas, Animais e Natureza, que não logrou obter mais de 2% dos votos em 2015 mas alcançou 6,15% nas Europeias deste ano, acima do CDS (4,7%).

Atualmente, são os seguintes os 9 deputados eleitos pela região:

PS – Jamila Madeira, Luís Graça, Ana Passos e Fernando Anastácio
PSD – Cristóvão Norte e José Carlos Barros (eleitos pela coligação PAF)
CDS – Teresa Caeiro (eleita pela coligação PSF)
BE – João Vasconcelos
CDU – Luís Sá

João Prudêncio

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Quem são e o que pensam os cabeças-de-lista do Algarve

Jamila Madeira (PS)Nasceu em Alte, há 44 anos. Licenciada em Economia, quadro da REN. É deputada desde 2015

Qual o balanço que faz da legislatura que agora termina, no que respeita ao Algarve?
Estava previsto o fecho da pediatria de Portimão. Não fechou. Hoje ainda há carências, mas o objetivo do anterior governo era fechar. O reforço da saúde é a nossa primeira bandeira.
A redução do IVA da restauração foi essencial para o Turismo. Isso mudou radicalmente a dinâmica económica na nossa região.
Os passes únicos. A mobilidade na nossa região é um problema, mas os custos inerentes a isso também o eram. O passe único representa 40 euros. Hoje não é mais do que isso para nenhum cidadão da região.

Quais as principais “bandeiras” do seu partido nesta campanha eleitoral algarvia?
Uma saúde de qualidade serve as populações e as dinâmicas de Turismo associadas. Isso significa que todo o caminho destes quatro anos tem que ser prosseguido. Reabilitação de centros de saúde e ligação com o futuro Hospital Central e com o curso de medicina.
Mobilidade. Queremos a discriminação positiva dos residentes no interior relativamente às portagens na Via do Infante. Na ferrovia, queremos a eletrificação de Lagos a Tunes e também até Vila Real.
É precisa uma habitação para estudantes e famílias com rendimentos intermédios. É preciso criar, em pareceria com o governo central e com os municípios, dinâmicas que permitam ultrapassar este problema para que consigamos ter trabalhadores para as nossas atividades económicas.

Quais os objetivos políticos deste ato eleitoral?
Apelo a que os algarvios reconheçam a evolução significativa do Algarve e do país nestes quatro anos e que acreditem que é possível continuar este caminho ascendente.

Como será a sua vida em Lisboa se for eleito?
Igual à que tive até aqui. Sempre fiz esta vida muito nómada, representa sempre uma dificuldade acrescida quando se tem crianças pequenas, mas por enquanto ainda são muito ‘portáteis’.

Cristóvão Norte (PSD) – Nasceu em Faro há 43 anos. Licenciado em Economia e Direito. Chefe de gabinete Macário Correia, ex-presidente da Câmara de Faro. É deputado desde 2011

Qual o balanço que faz da legislatura que agora termina, no que respeita ao Algarve?
Uma oportunidade perdida, porque os problemas do Algarve ficarão por resolver.
A saúde está uma desgraça, os indicadores pioraram. Para arranjar uma consulta ou fazer uma cirurgia os tempos de resposta degradaram-se. A solução é um novo hospital de cariz universitário. Na saúde dizia-se que a região tinha um problema estrutural e precisava de medidas de exceção. Resultado: hoje estamos pior do que há quatro anos.
Na mobilidade, a requalificação da EN125 marca passo. Nas portagens, depois das promessas, fez-se uma redução de 15%, inferior à redução do anterior governo.

Quais as principais “bandeiras” do seu partido nesta campanha eleitoral algarvia?
O problema da mobilidade. Na ferrovia, é vital avançar para a eletrificação e para a ligação ferroviária ao aeroporto. Queremos menor tempo de viagem e melhor material circulante.
Requalificação da EN125 e na A22 a redução das portagens. Com o aumento do tráfego na A22 pode-se fazer uma redução de preços sem mais encargos para o Estado.
A habitação na região. É preciso incentivos para corrigir as assimetrias do acesso à habitação, prejudiciais para o Algarve, que precisa de mão-de-obra qualificada.

Quais os objetivos políticos deste ato eleitoral?
A dinâmica nacional tem muita influência em todas as re-giões e também no Algarve, que depende pouco dos candidatos regionais. Esperamos que as pessoas olhem para o nosso trabalho e que haja pessoas que votam em função de questões regionais na nossa lista.

Como será a sua vida em Lisboa se for eleito?
Eu estudei em Lisboa, já conhecia a cidade e foi fácil a adaptação nestes oito anos de mandatos. No fundo, eu divido-me entre o Algarve e Lisboa. Três dias no Algarve, quatro em Lisboa. Vou a pé para a Assembleia.

Tiago Raposo (CDU) – Nasceu em Silves há 35 anos. Com a profissão de comercial, é agora assessor na CM Silves. Caso seja eleito, será estreante no Parlamento

Qual o balanço que faz da legislatura que agora termina, no que respeita ao Algarve?
Paulo Sá foi o deputado do Algarve que mais trabalho fez durante a legislatura inteira. Teve cerca de 450 reuniões com coletividades e forças vivas do Algarve. Apresentou 36 projetos de resolução. Correu os serviços públicos, de Aljezur a Alcoutim, várias vezes durante o mandato.

Quais as principais “bandeiras” do seu partido nesta campanha eleitoral algarvia?
Melhoria dos salários dos trabalhadores algarvios. Não há nenhuma região que se consiga desenvolver assente em salários baixos.
As portagens na Via do Infante, que impedem a mobilidade na região e o desenvolvimento económico.
A requalificação da EN125. Não há perspectiva de uma data para que avancem as obras de requalificação da parte que falta.
A eletrificação da linha do Algarve. O Governo tem feito vá-rios anúncios, mas nada tem saído do papel.
Na saúde, a resposta é o SNS. Temos dois hospitais que se uniram e dividiram valências, que passaram de um para o outro. Temos que os colocar como estavam antes de 2011. O novo Hospital Central, que nunca saiu do papel

Quais os objetivos políticos deste ato eleitoral?
A nossa expectativa é que é possível continuar a eleger um deputado pelo Algarve. Temos constatado na rua um carinho muito grande, uma grande receptividade às nossas ideias e uma avaliação positiva desta legislatura,

Como será a sua vida em Lisboa se for eleito?
Tenho já alguma experiência de Lisboa, a minha mulher é de Almada, eu tinha o meu avô no Seixal e ia lá muitas vezes.
Vou ter que me organizar lá para ter uma casa e aqui outra. A minha mulher vai ficar no Algarve e eu vou para Lisboa durante a semana. Deverei ocupar a casa onde o Paulo Sá vivia, sai um entra outro.

João Vasconcelos (BE) – Nasceu em Portimão há 63 anos. Professor, licenciado em História. É deputado desde 2015

Qual o balanço que faz da legislatura que agora termina, no que respeita ao Algarve?
Recuperar direitos, rendimentos e acabar com a austeridade foram objetivos assumidos e em parte conseguiu-se. Mas houve uma parte que não se conseguiu: direitos, investimento público, saúde, escola pública, aqui o governo não traduziu as nossas pretensões.
Na legislação do trabalho, na mobilidade no Algarve, há vários setores em que o PS tem graves responsabilidades no bloqueio por que passa a região.

Quais as principais “bandeiras” do seu partido nesta campanha eleitoral algarvia?
Temos uma ferrovia mais próxima do século 19, com supressões e atrasos. Na EN125, uma parte está requalificada outra não, as portagens na Via do Infante, que o primeiro-ministro, há 4 anos, admitiu levantar…
Conseguimos introduzir no último orçamento de Estado investimentos para a construção do novo Hospital Central, mas nada se fez. Na saúde faltam meios.
A pesca artesanal requeria maior atenção do governo que não se verificou. As barras estão por assorear, os pescadores em situação aflitiva.

Quais os objetivos políticos deste ato eleitoral?
O nosso objetivo é reforçar a votação. Eleger dois deputados é difícil, mas nada nos diz que não. Preocupa-nos a votação dos jovens, há muitos que não vão votar.

Como será a sua vida em Lisboa se for eleito?
Não é fácil viver uma parte da vida em Lisboa outra no Algarve, mas não estou arrependido da opção que tomei. Há quatro anos já foi um pouco difícil arranjar casa em Lisboa. Lá continuarei, se for eleito e se o senhorio quiser. Moro na zona da Almirante Reis e tenho que usar todos os dias o transporte público. O carro fica na garagem do parlamento. Meto-o lá à terça-feira e depois só o vou buscar à sexta-feira.

João Rebelo – Nasceu em Angola há 49 anos. Licenciado em Relações Internacionais. Professor universitário. Foi secretário-geral do CDS. É deputado desde 1999

Qual o balanço que faz da legislatura que agora termina, no que respeita ao Algarve?
Acessibilidades ferroviárias e rodoviárias. A Via do Infante e a A2 terminaram em 2002, mas grandes investimentos nessas áreas depois não aconteceram.
No que respeita à nossa atividade, o problema é que várias propostas nossas chumbavam. Havia uma força de bloqueio, uma geringonça algarvia que funcionava sempre contra nós.

Quais as principais “bandeiras” do seu partido nesta campanha eleitoral algarvia?
Temos o grave problema da água, ligado à agricultura. Somos o único partido que tem um projeto sobre a água.
Defendemos a abolição das portagens para os residentes. No capítulo ferroviário o Algarve é uma desgraça.
A saúde, é um drama que o Algarve está a passar. Há um preconceito dos partidos de esquerda de não quererem a contribuição do privado.

Quais os objetivos políticos deste ato eleitoral?
Continuar com o deputado que elegemos desde 2009 é fundamental. Perder esse deputado significaria mais um deputado para a esquerda. É fundamental eleger um deputado de direita. Falta direita ao Algarve. É importante essa voz alternativa.
Defendo um lobby entre todos os partidos a favor do Algarve, se o Algarve se unir mais e puxar mais pelo que merece e vale. Em sede de orçamento devemos funcionar mais em conjunto.

Como será a sua vida em Lisboa se for eleito?
Moro em Lisboa. Se for eleito pelo Algarve, terei de me deslocar à região, para trabalho político com os eleitores, como sempre acontece com os deputados das regiões.

Paulo Baptista – Nasceu no Funchal há 41 anos. Licenciado em Ciências da Comunicação. Angariador imobiliário. Se for eleito, será estreante no Parlamento

Qual o balanço que faz da presente legislatura no que respeita ao Algarve?
Poderia ter ido mais além, quanto a medidas relacionadas com o SNS, em rotura na região em toda a linha. Faltam políticas eficazes para trazer médicos para o SNS, faltam novos equipamentos e falta capacidade de garantir um serviço adequado no verão.
Pela positiva, destaco a união de todos os presidentes de câmara contra a exploração de hidrocarbonetos no Algarve.
Também pela positiva, nesta legislatura nunca se falou tanto de Ambiente e bem-estar animal. O PAN tem sido fundamental nesta alteração de paradigma, mas ainda há muito por fazer.

Quais os objetivos políticos deste ato eleitoral?
Temos uma percepção clara que o PAN está a crescer. Somos o partido que está mais próximo das pessoas. Isto faz parte da nossa filosofia democrática em busca de um modelo cada vez mais participativo. Para o PAN eleger irá necessitar de um valor entre os 8% e os 9%.
Eestamos muito motivados por podermos vir a ser a voz ecológica do Algarve no Parlamento e criar um grupo parlamentar.

Quais as principais “bandeiras” do seu partido nesta campanha eleitoral algarvia?
Vou escolher a seca. O Algarve, de acordo com os dados de agosto do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), tem já cerca de 80% do território em seca extrema, o nível mais alto. É preciso tomar medidas.

Como será a sua vida em Lisboa se for eleito?
A acontecer, o mais difícil será ter que passar longos períodos ausente de casa. Temos uma filha a fazer quase dois anos e irei perder muitas pequenas coisas que depois não voltam atrás. Mas também é por ela que estou na política.
Quero continuar a viver na região, mas terei que alugar casa em Lisboa, cidade que conheço de passagem.
J.P.

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