Em causa a EN125: Socialistas de VRSA acusam PSD e executivo municipal de “oportunismo”

Célia Paz (PS-VRSA)

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Na sequência do início das obras de urgência na EN125 e das críticas do PSD e do executivo camarário de Vila Real de Santo António ao Governo socialista, o PS de VRSA afirmou que tanto o PSD como a Câmara de Vila Real de Santo António “sabiam que o cancelamento das obras previstas pela parceira público-privada e a alteração do contrato que o governo Passos/Portas promoveu tornou a 125 num couto privado onde o atual governo nada podia fazer”.

Neste sentido, explicam que “foi preciso resolver o imbróglio jurídico e financeiro para recuperar a EN125 para as Infraestruturas de Portugal e poder, há cerca de dois meses, lançar as obras de emergência, o projeto e o concurso das obras de requalificação”.

Os socialistas consideram, ainda, que “o PSD e a Câmara de Vila Real de Santo António sabiam que o processo estava em curso, que era irreversível e que as obras iam avançar”, por isso “não resistiu a aproveitar-se da burocracia do Estado para tentar colher os louros fazendo passar a ideia de que tinha sido pela sua pressão que as obras agora avançaram, utilizando os recursos financeiros que não tem e ludibriando, mais uma vez, os vila-realenses”.

Para o PS, esta atitude por parte de um partido político “é perfeitamente justificável no âmbito do normal e salutar combate político”, mas “por parte de uma autarquia é a demonstração da falta de respeito e solidariedade institucional para com o Governo e de puro oportunismo”.

“É bom lembrar que, quando da última intervenção na parte do Sotavento da EN 125 era Governo o PSD, a Câmara de Tavira era do PSD e a Câmara de Vila Real de Santo António era de maioria PS. É bom lembrar que então a obra da EN125 terminou na fronteira do concelho de Vila Real de Santo António com o de Tavira”, recordam os socialistas.

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