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Em junho houve menos alemães e ingleses no Algarve. Porque escapam os turistas?

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Junho não foi um mês famoso para o turismo do Algarve: além do tempo incerto, a região também se ressentiu com a concorrência de destinos baratos e soalheiros, como a Turquia, o Egito ou a Tunísia, que este ano voltaram em força ao mercado (após anos em que estiveram congelados, por efeito das turbulências associadas à Primavera Árabe), a par dos impactos do Brexit e da desvalorização da libra, que trouxeram mais quedas dos turistas britânicos.

Em junho, a queda de turistas ingleses nos hotéis do Algarve atingiu 11,2% na comparação com o mês homólogo do ano passado, segundo dados da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

Apesar dos britânicos serem o maior mercado turístico no Algarve, as maiores quedas vieram sobretudo dos turistas alemães e dos irlandeses, cada um dos quais evidenciando uma redução de 19,7% nos hotéis da região no mês de junho.

A taxa de ocupação média por quarto foi de 79% nos hotéis do Algarve em junho, menos 4,5% que no mesmo período do ano passado, segundo os dados da AHETA. Mas apesar da descida em ocupação, o volume de vendas dos hotéis subiu 2,1%, indiciando uma melhoria de preços.

As maiores descidas nos hotéis do Algarve em junho verificaram-se em Lagos e Sagres (menos 14,1%) além de Monte Gordo e Vila Real de Santo António (menos 12,5%). Albufeira, a principal zona turística, registou uma redução de 3,9%. Mas nas zonas de Vilamoura, Quarteira e Quinta do Lago houve subidas turísticas de 7,1%.

Segundo a AHETA, no acumulado do ano a taxa de ocupação dos hotéis do Algarve desceu 2,1% face ao período homólogo do ano passado, mas o volume de negócios subiu 3,7%.

Rede Expresso

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