Empresas, escolas e autarquias recorrem à psicologia positiva

A psicologia positiva tem apenas uma década de existência mas já é usada em Portugal por escolas, autarquias e até empresas. Na Portugal Telecom, existe um programa de felicidade para os trabalhadores.

“A psicologia positiva tem vindo a investigar e criar programas para potenciar os melhores aspetos dos seres humanos desde, por exemplo, o humor, o amor, a esperança, o otimismo, a felicidade e o bem-estar, a criatividade e a generosidade”, explicou à agência Lusa a professora da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa Helena Marujo.

Com apenas uma década de existência, esta área da psicologia estuda “o melhor das pessoas e as pessoas no seu melhor”, disse a psicóloga responsável pela Conferência Internacional de Psicologia Positiva, que começa hoje em Lisboa, onde se vão reunir investigadores nacionais e internacionais.

“É um ramo científico da psicologia com uma preocupação em usar a ciência para conhecer melhor tudo aquilo que são os fatores que facilitam a vida dos seres humanos, que os põem na sua excelência e que os ajudam a estar melhor”, resumiu.

A equipa de Helena Marujo já desenvolveu vários programas com base nos dados recolhidos nas investigações.

Em declarações à Lusa, Helena Marujo diz que foi desenhado um programa destinado para as crianças e professores de algumas escolas portuguesas, assim como “foi feito um programa de felicidade para os trabalhadores da PT”.

Programas de formação para dirigentes de câmaras municipais e até dentro do ramo da banca são outros campos de ação destes investigadores.

“Trabalhamos há quase uma década com o Instituto de Ação Social da região autónoma dos Açores, com programas de intervenção com as famílias em pobreza”, acrescentou a investigadora, explicando que a intervenção pretende aumentar as emoções positivas, desenvolver o sentido de humor, educar a esperança e otimismo através de um conjunto de estratégias que estão hoje validadas cientificamente.

A especialista lembra que estas ações têm um efeito mais saúdavel não apenas do ponto de vista psicológico mas também “com grandes consequências do ponto de vista físico, porque há claramente uma ligação com o bem-estar psicológico e os efeitos em termos de longevidade e proteção do sistema imunitário”.

Os portugueses ainda são um povo que “se avalia com algum sentido de infelicidade”, mas Helena Marujo diz que já se sente uma mudança: “A quantidade de gente que já vamos mudar nesta última década é alucinante”.

Durante dois dias, especialistas nacionais e internacionais vão debater temas como “O que será que contribui para uma nação positiva? Uma sociedade mais feliz?”.

AL/JA

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