Está aí mais uma edição do Festival MED

Dona Onete
Dona Onete

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O alinhamento da 13.ª edição do Festival MED, que começa esta quinta-feira em Loulé, continua a apostar na qualidade e diversidade artística, com nomes consolidados da cena internacional da ‘world music’ e artistas revelação. A música nacional mantém-se também como uma das escolhas da organização.

Relativamente aos três palcos principais, o festival arranca com a atuação da brasileira septuagenária Dona Onete (21h15), no Palco Cerca. No mesmo palco, vai passar ainda o guitarrista, compositor e cantor Moh! Kouyaté, da Guiné-Conacri (23h15). No primeiro dia, para fechar a noite no palco da Cerca, vão estar os Mbongwana Star (01h15), da República Democrática do Congo.

Rocky Marsiano
Rocky Marsiano

No Palco da Matriz, a noite de abertura arranca ao som de António Zambujo (22h15) seguido pelo projeto alemão Shantel & The Bucovina Club Orkestar (00h15). No palco Castelo, a jovem cantora, compositora e letrista portuguesa Isaura (21h45) abre as hostes. Seguem-se os russos Otava Yo (23h45) e o DJ Set de Raquel Bulha (01h45).

Na sexta-feira (01 de julho), no Palco Cerca, é a fadista Aldina Duarte (21h15) que fará a abertura. De origem marroquina mas radicada em França, Hindi Zahra (23h15) é outra das apostas para esta noite naquele palco. Segue-se o MC brasileiro Emicida (01h15).

O espírito combativo, interventivo e emocional da cantora e MC chilena Ana Tijoux (22h15) abre a segunda noite no Palco Matriz. Segue-se a atuação de uma nova banda francesa – Danakil (00h15) – cujo nome é inspirado numa região da Etiópia.
No Castelo, a segunda noite contará com os portugueses Marafona (21h45) e Fandando (23h45), recente projeto nascido pela mão de dois músicos veteranos e bem conhecidos do meio musical português, Luís Varatojo e Gabriel Gomes, e com o DJ brasileiro Chico Correa (01h45).

Chico Correa
Chico Correa

O terceiro e último dia desta 13.ª edição do Festival MED augura-se auspicioso. Na Cerca, o cantor, músico, poeta e ativista camaronês Blick Bassy (21h15) é o primeiro a pisar o palco. Do México para Loulé, os Sonido Gallo Negro (23h15) são um dos nomes mais aguardados. Formados por uma cantora norte-americana de origem indiana e dois músicos e produtores nórdicos (Dinamarca e Noruega), os Alo Wala (01h15) são música global que irá encerrar o Palco Cerca.

No Palco Matriz, na noite de encerramento, estarão os malianos Tinariwen (22h15). Uma experiência inesquecível será também o concerto dos Dubioza Kolektiv (00h15), da Bósnia e Herzegovina, no mesmo palco. No encerramento do festival, o DJ e músico, MC e poeta Rocky Marsiano (02h15) leva a Loulé Meu Kamba Live.

Moh! Kouyaté
Moh! Kouyaté

A derradeira noite no Palco Castelo vai fazer-se ao som das tradições culturais e das novas tendências urbanas, mas com a língua portuguesa sempre presente. A moçambicana Selma Uamusse (21h45), ex-Wraygunn, e a ‘rapper’ portuense Capicua (23h45), irão pisar o palco que tem como cenário natural o Castelo de Loulé.

Oito palcos

Além dos três palcos principais (Matriz, Cerca e Castelo ), a música vai estar em mais cinco palcos: palco Bica, com concertos alternativos por artistas oriundos da região algarvia, com programação da Casa da Cultura de Loulé; palco Arco, com espetáculos de “one man show”, colocado no meio da zona de restauração; MED Classic, com concertos para os amantes da música clássica no interior da Igreja Matriz; e MED Fado, com concertos exclusivamente de fado, com uma forte aposta nos valores do fado feito na região, nos Claustros do Convento Espírito Santo. Este ano há uma novidade, o palco Jardim, com concertos no Jardim dos Amuados, de música e dança tradicional de vários países. Este ano as escolhas recaem sobre o Sudão, Síria, Guiné Conacri e Marrocos.

Mais que música

Para além do programa musical, o Festival MED conta com outras vertentes culturais no seu programa. Este ano, a par das exposições, teatro, animação de rua, “Concertos Improváveis”, artesanato ou gastronomia, destaca-se o cinema, e a poesia, no espaço Fado.

Esta quinta-feira decorrerá a conferência “Talk MED”, na sala polivalente da Alcaidaria do Castelo, onde será abordada a importância a nível cultural e turístico dos festivais. Haverá ainda uma programação alternativa ao Festival, denominada “Off MED”, numa parceria com o Bar Bafo de Baco, que pretende proporcionar um programa paralelo para quem vai ao MED. A vertente gastronómica volta a ser o “prato principal” no “Open MED”, a 3 de julho.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, este evento “é uma boa herança que este executivo recebeu e que faz muita questão de continuar a elevar sempre o nível deste grande acontecimento multicultural”.

O Festival MED foi integrado na plataforma Portuguese Summer Festivals criada pelo Turismo de Portugal e da qual fazem parte apenas oito festivais de música do país, com o objetivo de promover este conjunto de festivais no estrangeiro.

O MED apresenta este ano uma nova aplicação móvel que está na vanguarda tecnológica. Permite que cada visitante personalize e escolha a sua própria programação e obtenha informação detalhada sobre os artistas, e também a localização do visitante no recinto, através do sistema de GPS. Esta aplicação está disponível para Android e IOS.

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