Esta é a melhor noite para ver a “chuva de estrelas”… se as nuvens deixarem

Localização do radiante das Quadrântidas (Imagem: NAOJ)

A chuva de meteoros das Quadrântidas começou a 28 de dezembro e vai prolongar-se até 12 de janeiro, mas o pico acontecerá esta madrugada por volta das 02h20. A Lua vai favorecer as observações, já que esta entrará na fase de Lua nova no dia 6, porém, resta saber se as nuvens permitirão ver o céu noturno.

As Quadrântidas “são umas das melhores chuvas de meteoros no hemisfério norte (atividade máxima de 110 meteoros na THZ (Taxa Horária Zenital), mas são pouco conhecidas porque a sua atividade é muita vezes de curta duração, com o pico a durar apenas 4 horas”, refere o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

O radiante da chuva “é próxima da Ursa Maior, entre as constelações do Dragão e do Boieiro, numa zona onde no passado se encontrava uma constelação já extinta: Quadrante Mural, criada em 1795 pelo astrónomo Jérôme Lalande e posteriormente abandonada pela Associação Internacional de Astronomia”, explica o OAL.

As chuvas de estrelas resultam dos restos ou fragmentos de cometas, que produzem um efeito luminoso ao entrar na atmosfera terrestre: os meteoros. A maioria das chuvas de estrelas tem a sua origem nalgum cometa, mas algumas resultam de asteroides (cometas que já perderam todos os seus elementos voláteis).

No caso das Quadrântidas, os especialistas apontam para uma origem no asteroide 2003 EH1, um corpo do sistema solar que foi descoberto em 2003 por Peter Jenniskens, que resultou do cometa C/1490 Y1 observado por astrónomos chineses, japoneses e coreanos há cerca de 500 anos. 

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