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EUA abrem investigação criminal a escândalo de offshores

FUGA DE INFORMAÇÃO. A investigação é do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, de que o Expresso é parceiro. Trata-se da maior fuga de informação da Históri
FUGA DE INFORMAÇÃO. A investigação é do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, de que o Expresso é parceiro. Trata-se da maior fuga de informação da Históri

O Departamento de Justiça norte-americano anunciou na quarta-feira à noite a abertura de uma investigação criminal às atividades financeiras em offshore expostas pelo Panama Papers, a investigação lançada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) à rede global de lavagem de dinheiro e evasão fiscal envolvendo 214 mil entidades em paraísos fiscais durante um período de 40 anos.

Numa carta enviada ao ICIJ, de que o Expresso é parceiro, Preet Bharara, procurador de Manhattan, pede reuniões com os jornalistas envolvidos na megainvestigação com base em 11,5 milhões de documentos internos da sociedade de advogados panamiana Mossack Fonseca.

“O gabinete do procurador-geral dos EUA para o distrito sul de Nova Iorque abriu uma investigação criminal aos pontos do Panama Papers que são relevantes”, informou Bharara na missiva, citada pela AlJazeera. “O gabinete agradeceria a oportunidade de falar o mais cedo possível com qualquer representante ou funcionário do ICIJ envolvido no projeto Panama Papers para discutir .”

Os documentos da Mossack Fonseca já filtrados pelo ICIJ e pelos mais de 100 parceiros espalhados pelo mundo revelam que, das quase 14 mil intermediárias com as quais a firma de advogados trabalhou para criar empresas, fundações e fundos de investimentos para os seus clientes, pelo menos 617 estavam instaladas nos Estados Unidos.

O facto de, até agora, ter havido poucos nomes sonantes de milionários e empresas do país citados no Panama Papers tem sido criticado. Especialistas apontam que isso se deve ao facto de os norte-americanos não escolherem o Panamá mas sim outros países e inclusivamente estados do país, como o Delaware ou o Nevada, para esconderem as suas fortunas e fugirem aos impostos.

Joana Azevedo Viana (Rede Expresso)

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