ALGARVE

Eurocidade do Guadiana cria observatório para “dar voz” às populações

Eurocidade do Guadiana cria observatório para "dar voz" às populações
Envolver a população na definição dos projetos da Eurocidade do Guadiana até 2030 é o objetivo do Observatório Transfronteiriço do Guadiana, lançado pela instituição luso-espanhola, revelou esta quarta-feira, 24, o presidente Francisco Amaral.

O Observatório vai ouvir a população, associações locais e os empresários dos três municípios que compõem a Eurocidade em matéria de planeamento, desenvolvimento e acompanhamento da Agenda Urbana para o período 2022-2030 e, no final do trabalho, vão apresentar-se conclusões, adiantou à Lusa o também presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral.

O autarca estimou que este trabalho, “já atribuído a uma empresa”, deve “estar concluído dentro de seis meses” e justificou a criação do Observatório Transfronteiriço do Guadiana com a necessidade de “dar algum rigor científico a esta Eurocidade”, que “já conta com a colaboração importante da Universidade do Algarve e a Universidade de Huelva”.

A Eurocidade do Guadiana tem como base um acordo de cooperação assinado em 2013 entre os representantes dos municípios portugueses de Castro Marim e Vila Real de Santo António e o espanhol de Ayamonte.

“Neste momento temos uma empresa que irá desenvolver este observatório, que no fundo serve para dar algum rigor científico a esta Eurocidade. Há que ouvir a população, o movimento associativo e o mundo empresarial para delinearmos uma estratégia”, afirmou Francisco Amaral.

O objetivo é que haja, segundo o autarca, “uma coesão e uma complementaridade destes três municípios e que a população sinta o espírito da Eurocidade e que retire daí vantagens”, que podem passar pelo acesso dos detentores do “cartão de eurocidadão” a serviços de saúde nos dois lados da fronteira luso-espanhola localizada na foz do rio Guadiana.

“Há certos aspetos que, se forem ultrapassadas as cargas burocráticas e administrativas, se conseguem”, argumentou o autarca, considerando que, “se as pessoas de Vila Real de Santo António e de Castro Marim pudessem ter acesso à saúde de Ayamonte, era ótimo”.

Para Francisco Amaral, é também preciso “esbater estes obstáculos”, para garantir que os habitantes se sintam como “cidadãos de pleno direito de uma Eurocidade”, situação que “não está a acontecer ainda”, lamentou. O autarca considerou ainda que a “oferta turística” deve ser valorizada e “vendida no conjunto dos três municípios”.

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