Ex-fumadores de Castro Marim: “Fomos bem acompanhados e isso também ajudou”

Na aldeia do Azinhal, localizada no interior do concelho de Castro Marim, fomos encontrar o casal Maria e Francisco Piriquito que deixou de fumar graças ao programa de cessação tabágica da autarquia. Ele começou a fumar há mais de 50 anos, “por brincadeira, quando era miúdo”, ela há mais de 30, “porque via os outros e também quis experimentar”.

Quando tiveram conhecimento da existência do programa de cessação tabágica lançado pela Câmara de Castro Marim, e de alguns casos de pessoas que tinha conseguido deixar o tabaco, tentaram e, hoje, são mais dois exemplos do sucesso daquela iniciativa.

Maria Piriquito conta que “pensava que poderia deixar quando quisesse”, mas depressa se apercebeu de que aquela experiência, por curiosidade, se tinha transformado num vício: “Já estava muito dependente do tabaco. Era uma ansiedade tremenda. Enquanto não acendesse um cigarro não acalmava. Sentia muito cansaço, tinha tosse forte. Mesmo assim, quando as pessoas diziam para não fumar, que era mau para a saúde, ficava irritada e ainda fumava mais”.

A despesa com o tabaco “era já uma autêntica renda que se foi tornando insuportável”, recorda Francisco Piriquito. “Muitas vezes não se fazia certas coisas porque o dinheiro não chegava para tudo, mas para o tabaco não podia faltar”, acrescenta, explicando que, antes de recorrer à iniciativa da autarquia, já tinha tentado deixar de fumar, várias vezes: “Nunca consegui estar mais de dois ou três dias sem fumar. Voltava sempre ao cigarro”.

Maria Piriquito reconhece que, agora, tem “uma vida muito diferente” e não tem dúvidas de que o “bom acompanhamento” que teve ao longo do tratamento “foi fundamental” para deixar de fumar: “Se não fosse o doutor Dinis e o doutor Amaral, duvido que hoje estivéssemos aqui a contar esta história. Provavelmente ainda fumávamos”.

“Com o tratamento foi tudo muito mais fácil. Apercebi-me de que cada vez tinha menos vontade de fumar e pensei: ‘isto está a resultar, vamos lá continuar’. Fomos muito bem acompanhados e isso também ajudou”, reforça Francisco Piriquito.

Domingos Viegas

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