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Executivo PSD “perplexo” com acusações de “clientelismo partidário” do PS

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O executivo municipal de Vila Real de Santo António (PSD) manifestou-se esta segunda-feira “perplexo” com as acusações de “clientelismo partidário” feitas pelo PS na sequência da publicação do resultado de um concurso feito pela autarquia.

Em causa estão alegadas irregularidades no concurso de admissão à função de assistente operacional(auxiliar de educação” e o executivo PSD considera que as acusações socialistas são “levianas”.

“As bases das acusações socialistas são as notícias publicadas sobre o assunto e alegadas conversas com concorrentes preteridos. O Partido Socialista vem, publicamente, insinuar acusações levianas sem ter manifestado qualquer ensejo de consultar o processo”, afirmou o executivo social democrata presidido por Luís Gomes.

A câmara PSD diz que o PS “esquece-se que a presidente da sua concelhia (Jovita Ladeira) foi nomeada Subdelegada do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) do Algarve, tendo colocado a sua diretora de campanha nas últimas eleições autárquicas como responsável do Gabinete de Inserção Profissional (tutelado pelo IEFP) da freguesia de Vila Nova de Cacela”, e aponta outros dois exemplos desta conduta por parte dos socialistas.

“O PS de Vila Real de Santo António, não sabendo fazer oposição construtiva, prefere o ataque fácil, colocando em causa o bom-nome de funcionários sérios desta autarquia, acusando os outros daquilo que parece defender em benefício próprio”, afirma o executivo social democrata.

Recomenda ainda a Jovita Ladeira, candidata derrotada nas últimas autárquicas, que, “no seu cargo de Subdelegada do IEFP, procure soluções para combater os elevados índices de desemprego da região, um dos maiores flagelos que afeta o Algarve”.

O PS de Vila Real de Santo António acusou o executivo camarário do PSD de praticar “clientelismo partidário” e de “pagar de promessas eleitorais” com a admissão de trabalhadores para a função de assistente operacional (auxiliar de educação).

Várias das candidatas preteridas disseram na quarta feira à Lusa que iriam recorrer ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé para pedir a impugnação do concurso, no qual dizem terem sido escolhidas para a função pessoas com menos habilitação ou experiência e não ter havido critérios de escolha claros por parte do júri.

Nesse dia, a câmara de Vila Real de Santo António defendeu que “o concurso respeitou escrupulosamente a legislação em vigor aplicável” – e diz entender que os candidatos apresentem reclamações que, disse, “serão objeto de cuidadosa avaliação por parte do Júri do Concurso”.

JA/AL

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