POLÍTICA

Face Oculta: Armando Vara demite-se do BCP

O BCP anunciou que Armando Vara renunciou ao cargo de administrador e vice presidente do conselho de administração, em consequência do “imprevisto arrastamento do processo judicial” que já o tinha levado a suspender as funções no banco.

Em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o BCP informa que os órgãos sociais do banco e o administrador consideraram que, “sem prejuízo do inteiro respeito pela presunção de inocência, o imprevisto arrastamento do processo judicial” Face Oculta, que levou Vara a pedir a suspensão de funções de administrador e vice-presidente do conselho de administração executivo, “tornou inconveniente para o interesse social o prolongamento da atual situação de suspensão”.

Face a isto, Armando Vara apresentou hoje a renúncia àquelas funções “com assunção de obrigação de não concorrência até à data do termo normal do mandato, tendo-lhe sido neste contexto reconhecido direito a receber quantia correspondente à que lhe seria devida até ao termo normal do mandato em curso”.

A PJ desencadeou a 28 de Outubro de 2009 a operação Face Oculta em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado Manuel José Godinho, que se encontra em prisão preventiva.

No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e pelo menos 18 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, José Penedos, ex-presidente da REN – Redes Eléctricas Nacionais, e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho.

ALU

Lusa/JA

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico ***

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