Faro: Socialistas apelam à não utilização do Banco CTT

O PS de Faro realiza durante o dia de hoje, na capital algarvia, duas ações de protesto contra o encerramento de balcões dos CTT naquele concelho, contra o que consideram “substituição radical do serviço postal pelo da banca dos CTT” e apelam à população para “não utilizar o Banco CTT”.

A primeira destas ações decorre está a decorrer neste momento,  no passeio pedonal em frente à estação dos CTT do Largo do Carmo, e a segunda acontecerá no mesmo local mas a partir das 13h30.

Os socialistas estão contra o encerramento, por parte dos CTT, de postos postais de proximidade (recentemente foi o de Estoi e antes, em 2013, tinha sido o de Santa Bárbara de Nexe, entre outros).

“Esta estratégia visa concentrar todo o serviço ao público da capital algarvia na estação postal do Largo do Carmo, mas por forma a viabilizar, não o serviço postal mas o seu balcão bancário”, denunciam os socialistas de Faro.

Leia, na íntegra. o panfleto que está a ser distribuído pelo PS de Faro à população:

“A estratégia empresarial dos CTT – Correios de Portugal S.A., de acordo com uma política nacional de redução de postos de atendimento, tem levado, também em Faro, ao progressivo encerramento dos postos postais. Exemplos desses encerramentos são os dos postos postais de Santa Bárbara de Nexe (2013) e mais recentemente o de Estoi, tendo antes já encerrado outros postos de proximidade na própria cidade.

Esta estratégia visa concentrar todo o serviço ao público da capital algarvia na estação postal do Largo do Carmo mas por forma a viabilizar, não o serviço postal mas o seu balcão bancário.

A esta atuação soma-se a política de redução de pessoal que esta empresa de relevância nacional, controlada por fundos privados internacionais, tem vindo a privilegiar para esmagar custos em detrimento da qualidade do atendimento e do próprio serviço postal.

O serviço, até agora considerado de referência, pela sua qualidade, está a deteriorar-se rapidamente, estando a empresa a perder a relação de confiança com os consumidores e com as comunidades.

Crescem as queixas relacionadas com os atrasos de entrega, perda de volumes e demora no atendimento, motivados pelo foco da empresa num novo negócio de mais um banco. Um serviço financeiro que terá sido incluído no processo de privatização a esta empresa de serviço postal que, na altura, parece ter sido justificado para ajudar à sustentação do seu serviço público atendendo à redução esperada do tráfego.

O PS Faro, concluindo que os objetivos de serviço às populações foi afinal atraiçoado e subvertido apenas à exploração de um interesse financeiro primário, apela a que os farenses não pactuem com este estado de coisas, não ajudando a contribuir, com a sua preferência, à substituição radical do serviço postal pelo da banca dos CTT e até que esta sua politica se altere a favor do equilíbrio e respeito pelos consumidores em geral.” 

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