ALGARVE COVID-19 CULTURA

Faro: Trabalhadores da cultura em vigília por mais apoios e fim da precariedade

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Cerca de uma centena de trabalhadores da cultura estão hoje a fazer uma vigília à porta do Teatro das Figuras, em Faro, para exigir melhores condições e apoios para o setor e o fim da precariedade que reina entre os profissionais.

Faro é uma das 17 cidades portuguesas onde os agentes culturais hoje se manifestam, entre as 09:00 e as 19:00, em turnos de 10 manifestantes que se revezam hora a hora, dados os condicionalismos da situação sanitária em que vivemos, disse ao JA o ator João de Brito, porta-voz do movimento na capital algarvia.

“Contestamos este plano de emergência do Ministério da Cultura, que não chega, muito longe disso, à totalidade das necessidades deste setor e não está a colmatar as dificuldades por que estamos a passar”, afirmou o ator, de 36 anos.

Para ilustrar a exiguidade dos apoios, Brito observou que, dos 1000 candidatos às ajudas no âmbito do plano de emergência só poucos mais de 600 eram elegíveis e, desses, só 300 acabaram por ser contemplados com subsídios.

Entre outras exigências, os trabalhadores da cultura reivindicam o fim da precariedade que grassa no setor, o estatuto do artista e os direitos laborais idênticos ou similares aos de outros trabalhadores.

“Somos os pedintes da sociedade”, lamentou João de Brito, invocando a necessidade da classe e do setor para o todo social: “O que seria do resto da sociedade, nestes tempos de pandemia, se não fossem os artistas, a TV, os filmes em streaming, a música?”, questionou o ator de teatro, logo respondendo que “andaríamos todos a bater com a cabeça nas paredes”.

Lembrou ainda a importância do setor para a economia portuguesa, observando que a classe não é composta apena pelas figuras de proa, os atores ou os cantores de primeiro plano: “Somos dezenas de milhar, os que trabalham nos bastidores, trabalhadores do som, figurinistas, técnicos de luz, músicos, informáticos”, disse.

“Somos porventura a classe que mais está a sofrer, até porque nem sabemos quando vamos voltar. Só sabemos que vamos, mas não quando”, salientou, garantindo que muitos dos seus colegas já se estão a socorrer das ajudas solidárias para se poderem alimentar.




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