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Fortaleza vai sofrer obras de recuperação depois de 15 anos ao abandono

A Fortaleza de Sagres, um espaço simbólico dos Descobrimentos portugueses, vai sofrer obras de recuperação e receber uma exposição permanente dedicada ao Infante D. Henrique, num investimento de oito milhões de euros, depois de 15 anos de abandono.

Depois de três edificações históricas na Fortaleza de Sagres terem sido alvo de obras de reaproveitamento turístico na década de 1990, aquele espaço não sofreu mais intervenções, nem de restauro, nem de manutenção.

“Há 15 anos que o forte não vê obras. Depois das obras, é necessária a manutenção, que não aconteceu. Este espaço é muito especial, não só pelo mito ligado ao Infante D. Henrique, mas também pelo clima”, admitiu à agência Lusa a diretora regional de Cultura do Algarve, Dália Paulo.

“Foi essa falta de manutenção que levou a que o Forte precisasse neste momento de uma nova intervenção”, num investimento de oito milhões que deverá estar concluído em 2011, disse Dália Paulo.

O projeto de recuperação da Fortaleza de Sagres prevê o restauro das muralhas, da antiga rosa-dos-ventos, do padrão dos descobrimentos, bem como a delimitação de um percurso botânico pelo terrapleno do forte até à Ponta de Sagres.

Segundo Dália Paulo, a Fortaleza de Sagres tem recursos para elaborar obras de manutenção no espaço durante cinco anos, já que este era um ponto essencial para que o projeto beneficiasse do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional).

Iniciado no ano passado, do projeto de intervenção da Fortaleza de Sagres está já concluído o guião da exposição e o conteúdo que nascerão no novo centro expositivo do Infante D. Henrique, a implementar num dos edifícios construídos há 15 anos.

“O centro expositivo terá uma exposição permanente dedicada ao infante D. Henrique, à Fortaleza e aos descobrimentos: àquilo a que chamamos a primeira globalização”, disse Dália Paulo.

A diretora regional de Cultura do Algarve avançou à Lusa que a exposição “muito interativa” que “permite ao visitante sair com uma ideia do que foi Portugal no passado e da sua importância. Para perceber também o que vai ser Portugal no futuro”.

“Essa ligação passado futuro foi muito importante para nós”, sublinhou Dália Paulo.

Outra ligação importante que a equipa do projeto de requalificação da Fortaleza teve em conta foi a da afetividade do Infante D. Henrique: “Quisemos dar um ênfase muito grande ao infante. Este é o único local, de todo o reino, que foi escolhido por ele. Foi escolhido pela sua afinidade. E onde o infante lança a semente para Portugal descobrir o mundo”, disse a diretora.

“Sagres esta intimamente ligado a isso”, rematou.

A Fortaleza de Sagres vai receber uma ciclovia na sua envolvente, bem como acessos para visitantes com mobilidade reduzida, que ainda não apresenta.

O investimento de oito milhões de euros para a requalificação do Promontório de Sagres será repartido entre o Turismo de Portugal, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e o Ministério da Cultura.

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