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Gente de Dublin invade o TEMPO no Festival Cidades Invisíveis

Música, teatro, cinema, literatura, uma exposição e até, quem sabe, cerveja Guinness, serão os ingredientes da terceira edição do Festival Cidades Invisíveis, que decorrerá no Teatro Municipal de Portimão (TEMPO), de 16 a 25 de junho.

Como já deve ter adivinhado, o tema deste ano vai ser a cidade irlandesa de Dublin, depois de Buenos Aires e Istambul terem sido as cidades debaixo de todas as atenções nas edições anteriores.

Por isso, o “Bloomsday”, feriado nacional na Irlanda em que se celebra o escritor James Joyce, será assinalado em 16 de junho no TEMPO, com a inauguração da exposição “A Century of News Photography”, organizada pela Biblioteca Nacional da Irlanda, e que assinala o centenário do jornal “Irish Independent”.

A exposição, patente até 2 de julho, apresenta 30 imagens do espólio, que retratam acontecimentos históricos, políticos e sociais na Irlanda do século XX. Na abertura da mostra, marcada para as 19h00, haverá um concerto de música irlandesa, com Linda Scanlon, de entrada livre.

Em termos de música, o TEMPO apresentará ainda duas outras propostas, a primeira no dia 17 de junho, às 22h00, no espaço do Café Concerto, quando atuar o quarteto Sheela na Gig. A entrada é gratuita.

A outra proposta musical terá lugar no último dia do festival, 25 de junho, às 21h30, num concerto no grande auditório, com os Beoga, uma das mais conhecidas bandas de música tradicional irlandesa. Este espetáculo está integrado no programa Allgarve’11 e os bilhetes custam 15 euros, com descontos.

Teatro, cinema e tertúlia

No que diz respeito ao teatro, a proposta é também de grande qualidade. “Porque não leu Ulisses? Ulisses é Dublin”: este é o ponto de partida para “The Company”, uma jovem companhia de teatro irlandesa que pegou no livro mais importante da literatura irlandesa, “Ulisses” de James Joyce, procurando com a peça “As you are now so once were we” explorar a forma como o romancista reinventa a cidade e as suas gentes – mas atenção, trata-se de uma peça sobre a experiência de leitura de “Ulisses” e não sobre a intriga do próprio “Ulisses”.

A peça sobe ao palco do grande auditório no dia 22, às 21h30, será interpretada em inglês e legendada em português e tem bilhetes a 10 euros, com os descontos habituais do TEMPO.

O festival inclui ainda um ciclo de cinema, com a exibição, de 16 a 18 de junho, sempre às 21h00 e no pequeno auditório, dos filmes “Brisa de Mudança”, de Ken Loach, “No Mesmo Tom”, de John Carney e, finalmente, “As Irmãs de Maria Madalena”, de Peter Mullan. A entrada é gratuita mediante levantamento prévio de bilhete.

No dia 18 de junho, às 19h00, o TEMPO convida todos para a sua Comunidade de Leitores, uma tertúlia no terraço, dinamizada por João Ventura, onde se irá conversar sobre o livro “Dublinesca”, de Enrique Vila-Matas. A participação é gratuita e limitada a 30 pessoas.

JA
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