Brasil quer ser potência mundial em 2022

Condições de vida para toda a população e erradicação do analfabetismo são metas a atingir.

O Brasil, ao comemorar o bicentenário de sua independência, em 2022, será um país plenamente soberano e democrático, sem analfabetos e miseráveis e participará em pé de igualdade nos mecanismos de governação mundial e regional.

Estas são algumas das previsões do Plano Brasil 2022, elaborado pelo ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, a pedido do Presidente Lula da Silva.

A elaboração desse projeto estratégico de longo prazo, que estabelece um conjunto de metas para variados setores, envolveu grupos de trabalho formados por técnicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos, representantes de todos os Ministérios e do Instituto de Pesquisa Económica Aplicada.

De acordo com o documento, a que a Lusa teve acesso, os desafios que os brasileiros terão de enfrentar até 2022 serão, “sem qualquer exagero, formidáveis”, internos e internacionais.

Alguns deles são a necessidade de “reduzir de forma radical as desigualdades sociais e de eliminar as vulnerabilidades externas”, não estando o país sujeito à especulação financeira internacional nem à pressão de terceiros.

“O Brasil em 2022 deixará de ser um dos países mais desiguais do mundo”, diz o documento que prevê uma sociedade mais justa, com cidadãos que tenham pleno acesso à propriedade da terra, seja no campo ou nas cidades .

“Os brasileiros negros, brancos e indígenas, sem distinção de religião ou de convicção, terão as mesmas oportunidades de ascensão social e de participação económica e política. A violência e os atentados à vida e à propriedade terão se reduzido extraordinariamente”, indica o plano.

O documento assinala ainda que, nos 200 anos da independência de Portugal, o Brasil estará no Conselho de Segurança das Nações Unidas como membro permanente e disporá dos meios necessários à garantia da segurança de suas fronteiras terrestres, de seus mares e de seu espaço aéreo.

Em 2022, haverá um número expressivo de empresas brasileiras com ação internacional, assim como investidores e exportadores, em todos os continentes, e a meta é de que o Brasil cresça a sete por cento ao ano.

A dívida pública deverá ser reduzida a 25 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), o mesmo valor em que deverá ser aumentada a taxa de investimento.

Outras metas são reduzir para metade a concentração fundiária, dobrar a produção de alimentos, quintuplicar as exportações, diminuir em 50 por cento a emissão de gases de efeito estufa e garantir, pelo menos, 20 por cento de proteção ambiental dos biomas brasileiros.

Na área de Relações Exteriores, além da reforma do Conselho de Segurança da ONU, outras prioridades do Brasil até 2022 são a transformação do Mercosul num verdadeiro mecanismo de integração económica e a consolidação da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e do G-20.

O Brasil pretende também decuplicar a cooperação técnica e financeira com a África daqui a 12 anos, lançar ao mar o submarino de propulsão nuclear e levar ao espaço o primeiro veículo lançador de satélites.

O Plano Brasil 2022 sublinha que, para realizar todas estas tarefas, deverá haver um “pertinaz aprofundamento da democracia, que amplie a participação efetiva do legítimo dono do Estado brasileiro, que é o povo, na gestão do Estado que é seu”.

“Tudo nos entrechoques de uma dinâmica internacional que cada vez mais nos afeta e na qual tem o Brasil, a cada dia que passa, um papel mais importante”, conclui.

AL/JA

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