COVID-19

Governo nega que o Algarve esteja a ficar para trás na vacinação

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Clara Nogueira, a primeira vacinada em Faro

O secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes, refutou hoje, em Portimão, que haja atrasos no processo de vacinação da população algarvia, refutando as acusações de autarcas que protestaram contra o facto de o Algarve ser, alegadamente, uma das regiões com menos população vacinada.

O governante presidia à inauguração do centro de vacinação de Portimão, um dos quatro concelhos do país com a maior taxa de incidência de covid-19 por 100 mil habitantes aquando do início da terceira fase de desconfinamento, em 19 de abril, o que obrigou a que o concelho retrocedesse à primeira fase.

Uma das acusações mais contundentes partiu da presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes (PS), que há uma semana referiu que o Governo não estava a assumir a sua responsabilidade no processo de vacinação, reclamando “a priorização no reforço à vacinação no concelho e no Algarve”.

“Não existe atraso na vacinação no Algarve, porque o ritmo de vacinação depende do número de vacinas que chegam. O Algarve é uma zona vital para o país em termos de economia”, alegou o secretário de Estado da Saúde.

Sobre a abertura do centro de vacinação em Portimão, uma das reivindicações apresentadas por Isilda Gomes ao Governo, o governante considerou que o espaço, instalado no Pavilhão Gimnodesportivo municipal desde 03 de março, “abriu agora para dar resposta à maior capacidade de vacinação”.

“Era necessário realizar um maior número de vacinação por dia do que estava a ser feito, e o centro abriu agora com todas as condições”, referiu, sublinhando que se trata de um exemplo “do que é uma boa organização” de um centro de vacinação.

Diogo Serras Lopes reconheceu que Portimão “está a fazer um esforço para que possa ter um melhor comportamento possível em termos do número de casos de infeção” por covid-19, daí o centro entrar em funcionamento com uma capacidade para vacinar 100 pessoas por hora.

De acordo com os dados avançados no local pelas autoridades de saúde, o centro de vacinação de Portimão registava, até à data, 220 inscrições de pessoas para receberem a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus.

Isilda Gomes manifestou à Lusa a sua satisfação pelo facto de o Governo ter acedido a cumprir todas as seis exigências expressas num caderno reivindicativo apresentado pela autarca há uma semana para combater a pandemia no concelho.

“Além da abertura do centro de vacinação, temos a garantia de um reforço da vacinação da população, o reforço e maior intervenção das forças de segurança e dos profissionais de saúde para vigilância dos casos de infeções”, apontou.

Para Isilda Gomes, o caderno reivindicativo foi entendido e constatado pelo Governo de que as exigências “são justas, fazem sentido, e daí [o Governo] ter acedido no reforço das medidas para combater a propagação da pandemia”.

“Foi um dever meu para salvaguardar a segurança da população, porque respondo, não perante o Governo, mas perante as populações que me elegeram”, concluiu a autarca.

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