Greve dos trabalhadores algarvios dos resíduos com forte adesão

O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SITE Sul), Eduardo Florindo, adiantou à agência Lusa que os centros de triagem em Portimão e Faro, assim como o Centro de Valorização Orgânica (CVO) da empresa em São Brás de Alportel, estão parados e só estão a ser garantidos os serviços mínimos devido à greve. 

“O balanço que fazemos no início da greve é o de que está a ter uma forte adesão, até mais do que esperávamos. A triagem, nas instalações de Portimão e Faro, e o CVO [Centro de Valorização Orgânica] de São Brás de Alportel, estão parados, e isto mostra que os trabalhadores estão unidos nesta luta”, afirmou. 

Questionado sobre a percentagem que atingiria a greve neste primeiro dia, o dirigente sindical escusou-se a avançar um valor, respondendo que o sindicato “não vai entrar na guerra dos números”. 

“Nós dizemos uns números, a empresa outros, mas o que podemos mesmo afirmar, e pode ser constatado por quem quiser, é que a greve está a ter uma forte adesão, principalmente na zona da triagem, e as instalações da empresa estão completamente paradas e a funcionar com serviços mínimos, só para assegurar o funcionamento das instalações”, acrescentou.  

A Lusa também tentou obter uma posição da Algar sobre a paralisação, mas sem sucesso. 

O dirigente do SITE garantiu que não houve mais contactos do sindicato com a empresa depois de a administração da Algar ter apresentado uma proposta de aumento salarial que os trabalhadores rejeitaram em plenário, porque “apenas abrangia cerca de metade” dos perto de 400 trabalhadores da Algar, justificou. 

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O sindicalista disse ainda que “dezenas de trabalhadores” estão concentrados frente às instalações de Portimão e Faro com o “objetivo de sinalizar junto da empresa o seu descontentamento” e tentar “ver se administração reflete” sobre a sua situação. 

“Poderíamos ter evitado chegar a este ponto”, considerou o sindicalista, sublinhando que os trabalhadores “não aguentaram mais” e avançaram para a greve perante uma proposta da empresa que não abrangia a totalidade dos funcionários.  

A greve iniciou-se às 00:00 de segunda-feira e prolonga-se até às 24:00 de terça-feira e, além do aumento salarial, os trabalhadores exigem também atribuição de um “subsídio de risco”, porque os trabalhadores “lidam diretamente com os resíduos, onde encontram de tudo, desde cobras vivas, a sangue ou a seringas”, exemplificou. 

Os funcionários aspiram também a conseguir o “aumento do subsídio de refeição, que já há uns anos não tem atualização, assim como o pagamento do trabalho suplementar”. 

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