Greve geral ibérica a 14 de novembro

.

Sindicatos espanhóis anunciaram uma greve geral para 14 de novembro, no mesmo dia em que Portugal irá parar. Greve ainda poderá estender-se a mais países europeus.

Portugal e Espanha vão levar a relação de ‘irmandade’ ainda mais longe no dia 14 de novembro, com a realização da primeira greve geral ibérica. Depois da CGTP-Intersindical ter convocado uma paralisação no início do mês, em Portugal, foi a vez dos sindicatos espanhóis anunciarem, hoje, a realização de uma greve em Espanha na mesma data.

“No próximo dia 14 de novembro irá celebrar-se a primeira greve geral ibérica”, anunciou Fernando Lezcano, porta-voz da Confederación Sindical de Comisiones Obreras, um dos principais sindicatos espanhóis, que acordou a paralisação com a Unión General de Trabajadores, depois de uma semana de críticas ao Governo de Mariano Rajoy.

Será a primeira vez que os espanhóis repetem uma greve geral no mesmo ano, uma vez que o país também parou há oito meses, e contra o mesmo executivo, criticado pelas fortes medidas de austeridade que está a impor.

Mais greves na União Europeia?

Na quarta-feira, a Confederação Europeia de Sindicatos, após uma reunião em Bruxelas, exortou todos os países da União Europeia a uma “jornada de ação” para protestar contra a atual situação económica e social, precisamente no dia 14 de novembro.

A realização de greves no Chipre e em Malta ainda está a ser debatida, mas é provável que venha a confirmar-se, enquanto estão a ser convocadas manifestações para outros países europeus. Ontem, a Grécia voltou a parar, pela segunda vez em três semanas.

Em Portugal, a maior central sindical, a CGTP-IN, justificou a greve com a luta contra a “exploração e o empobrecimento” impulsionados pelo Governo liderado por Pedro Passos Coelho, e com a necessidade de “mudar de política”, por um “Portugal com futuro”.

Por outro lado, a UGT anunciou que não iria juntar-se à paralisação, devido às “ações divisionistas e sectárias como as que levaram a CGTP a, sem qualquer diálogo, convocar uma greve geral”, de acordo com o secretário-geral João Proença. “Esta greve geral é contra o governo, mas também contra a UGT”, disse, acrescentando que “poderá haver outra greve geral” no futuro.

Mariana Cabral (Rede Expresso)

pub

 

 

pub

WP2FB Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
Tamanho da Fonte
Contraste