Greve no setor do turismo pode ser um “ponto de viragem”

Os trabalhadores do setor do turismo cumprem hoje um dia de greve, em toda a região, para exigirem aumento dos salários e melhoria das condições de trabalho. O Sindicato da Hotelaria do Algarve espera que esta jornada de luta seja um “ponto de viragem” num setor cujas receitas têm vindo a crescer nos últimos anos. O objetivo da greve é paralisar estabelecimentos e serviços turísticos em todo o Algarve, mas essa intenção pode esbarrar na “pressão” exercida pelos patrões

Os trabalhadores do setor do turismo de toda a região algarvia vão estar em greve esta quinta-feira. Uma greve de apenas 24 horas para mostrar o crescente descontentamento que se vive no setor e marcar um “ponto de viragem” na relação entre o patronato e os sindicatos. É que, apesar do crescimento registado neste setor nos últimos anos, a grande maioria dos trabalhadores ganham o salário mínimo e os contratos feitos continuam a ser, muitas vezes, precários, como explica ao JORNAL do ALGARVE Tiago Jacinto, coordenador do Sindicato da Hotelaria do Algarve.

“O sindicato convocou a greve regional para todo o setor do turismo no Algarve, nomeadamente hotéis, restauração e similares, como campos de golfe e outros estabelecimentos direta e indiretamente ligados ao setor do turismo e à alimentação, como cantinas, refeitórios e bares concessionados. Todos os trabalhadores, sindicalizados e não sindicalizados, efetivos, com contratos a prazo ou temporários, têm neste dia a possibilidade de fazer ouvir o seu descontentamento”, salienta Tiago Jacinto, admitindo que “é de esperar graus diferenciados de adesão que, em alguns casos, nomeadamente em alguns hotéis, podem ter um real impacto nos serviços”.

Segundo o dirigente sindical, o principal motivo desta paralisação está relacionado com a “recusa dos patrões” em negociar aumentos salariais…

Leia a reportagem completa na edição em papel.

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