Ofélia Ramos, Cristóvão Norte e Rui Cristina
POLÍTICA

Hospital Central: Deputados PSD acusam Governo de “aldrabar” algarvios

Os deputados do PSD eleitos pelo Algarve acusaram hoje o Governo de estar “a aldrabar” os algarvios, uma vez que o Hospital Central do Algarve não consta dos planos de investimentos fundamentais do Estado nos próximos 5 anos, apresentados em Bruxelas e agora tornados públicos.

O Programa de Estabilidade apresentado em Bruxelas pelo Governo o qual, entre outros elementos, detalha as intenções de investimentos fundamentais do Estado nos próximos 5 anos.

“No que à saúde respeita, o novo Hospital Central do Algarve não está previsto, bem ao contrário de outros hospitais que nos estudos técnicos que definiram as prioridades de investimento neste domínio se situam em grau de prioridade inferior”, enunciam os deputados, recordando que o Algarve figurava como a segunda prioridade nacional.

Os deputados Cristóvão Norte, Rui Cristina e Ofélia Ramos, afirmam que se trata de “uma grave e irreparável injustiça, profundamente antagónica com as proclamações que a saúde no Algarve está no topo das preocupações e em ruptura com o facto do Algarve ser a região com maior carência de médicos e enfermeiros, menos cirurgias, menos consultas e cronicamente com dos piores índices de saúde a nível nacional, o que não é novo, mas não tem registado melhorias de acordo com as necessidades da região”.

Recordam os parlamentares que, na legislatura anterior, quando estas decisões começaram a tomar forma, o Governo “atestou que impreterivelmente seria nesta legislatura que se conheceria o avanço do hospital”. Sustentam que “não só não é nesta legislatura, como entre programa de estabilidade e plano de recuperação e resiliência, os algarvios ficam a saber que não será na próxima”.

Os deputados sublinham que “esta decisão é lesiva dos interesses da região e dos algarvios, mas também do país, porque desconsidera a importância de um novo hospital para atrair e fixar recursos humanos, em particular médicos de especialidades de que a região padece de uma insuficiência crónica;

A decisão também “ignora a importância de responder a um acelerado crescimento demográfico e a uma notória evolução turística, a qual pondera cada vez mais fatores como a segurança e os cuidados de saúde disponíveis”

“Desvaloriza a obrigação de oferecer uma maior diferenciação dos serviços clínicos prestados e, por isso, coloca a região perante uma maior dependência de outros hospitais, designadamente situados em Lisboa. Os doentes devem poder ser tratados na região”

Por último entendem que ao agir assim o Executivo “contraria a aposta do ensino de medicina na Universidade do Algarve, o qual carece de um centro académico de excelência que fortaleça as condições do ensino e desenvolvimento da investigação”.

Constitui, por outro lado, uma decisão incompreensível, pois não se distingue fundamento técnico, pois não há qualquer estudo que aponte em sentido contrário ao de 2006. As decisões políticas devem estar alicerçadas em avaliações técnicas, o que não é o caso;

Conflitua com a assumpção de que a região seria uma prioridade de intervenção no domínio hospitalar, pois tem-se comprovado que o Algarve sofre de estrangulamentos estruturais e severos longe de estarem ultrapassados.”

Os deputados assinalam, porém, que “ um novo hospital por si só não resolve tudo, é necessário aproveitar a capacidade instalada na região – pública e privada –  para melhorar nos cuidados de saúde primários e na actividade hospitalar, levando deste modo a saúde em tempo a muitos mais cidadãos.”

E rematam “Os algarvios estão a ser enganados pelo Partido Socialista. Isto tem que ser dito. São opções políticas. “

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