ECONOMIA

Hotéis: Algarve caiu 92% no número de dormidas em fevereiro

O Algarve foi a região do País que registou em fevereiro uma maior queda do número de dormidas em unidades hoteleiras face ao mesmo mês de 2020, ao cair 91,9% no número de diárias, registando 14,5% do total de dormidas em Portugal.

De resto, em fevereiro, todas as restantes regiões registaram decréscimos expressivos das dormidas, superiores a 75%, verificando-se as menores diminuições no Alentejo (-75,9%) e Açores (-78,1%) e as maiores reduções na Madeira (-92,6%) e Área Metropolitana de Lisboa (-88,5%).

A Área Metropolitana de Lisboa concentrou 27,4% das dormidas, seguindo-se o Norte (21,5%), o Centro (14,6%) e o Algarve.

No conjunto dos primeiros dois meses do ano, o Algarve reduziu 87,6% no número de dormidas, nos antípodas das regiões que apresentaram menores diminuições no número de dormidas: o Alentejo (-70%), Açores (-76,6%) e Centro (-77,8%).

Em sentido contrário, além do Algarve, as maiores reduções verificaram-se no Algarve (-87,6%), Madeira (-87,0%) e Área Metropolitana de Lisboa (-85,4%).

O setor do alojamento turístico registou 208,2 mil hóspedes e 472,9 mil dormidas em fevereiro, o que corresponde a “uma forte redução” homóloga de 86,9% e 87,7%, respetivamente, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com as estatísticas rápidas da atividade turística, desde o início da pandemia, fevereiro foi o terceiro mês com maior redução do número de dormidas, tendo sido apenas ultrapassado pelos meses de abril e maio de 2020 (-97,4% e -95,8%, respetivamente).

As dormidas de residentes diminuíram 74,8% (-61,0% em janeiro) e as de não residentes recuaram 94,4% (-87,2% no mês anterior).

Em fevereiro, 61,8% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (57,0% em janeiro).

Estes resultados, segundo o INE, foram influenciados pelo facto de, este ano, não se terem realizado, devido à pandemia da covid-19, eventos associados ao Carnaval.

Adicionalmente, há também que considerar um efeito de calendário, dado que fevereiro teve 28 dias em 2021, menos um que em 2020, refere.

As dormidas na hotelaria (70,1% do total) diminuíram 89,7% e as dormidas nos estabelecimentos de alojamento local (com um peso de 25,6% do total) decresceram 78% e as de turismo no espaço rural e de habitação (com uma quota de 4,4%) recuaram 75,8%.

Em fevereiro, o mercado interno (com um peso de 69,8%) contribuiu com 329,9 mil dormidas, o que representou um decréscimo de 74,8% (-61% em janeiro) e as dormidas dos mercados externos diminuíram 94,4% (-87,2% no mês anterior) e atingiram os 143 mil.

No conjunto dos primeiros dois meses do ano, verificou-se uma diminuição de 83,5% das dormidas totais, resultante de variações de -68,6% nos residentes e de -91,1% nos não residentes.

Segundo o INE, a totalidade dos 17 principais mercados emissores manteve decréscimos expressivos em fevereiro, tendo representado 80,3% das dormidas de não residentes nos estabelecimentos de alojamento turístico neste mês.

As maiores reduções registaram-se nos mercados canadiano (-99,2%), chinês (-97,4%), dos EUA (-97,3%), sueco (-96,8%), dinamarquês (-96,5%) e britânico (-96,3%).

Em fevereiro, todas as regiões apresentaram decréscimo no número de dormidas de residentes, tendo as menores reduções sido registadas nos Açores (-68,1%) e Área Metropolitana de Lisboa (-70,8%).

Neste mês, em termos de dormidas de não residentes, o Alentejo apresentou um decréscimo de 84,2% e o Centro registou uma redução de 89,1%, enquanto as restantes regiões apresentaram decréscimos superiores a 90%.

Em fevereiro, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico (2,27 noites) reduziu-se 5,7% (depois da subida de 1,2% em janeiro).

A estada média dos residentes aumentou 12,6% e a dos não residentes cresceu 37,2%.

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