ECONOMIA

Hotéis: Algarve teve mais de um terço das dormidas do País em junho

Hotel do Algarve
Hotel do Algarve

O Algarve foi, de longe, a região portuguesa com mais dormidas em alojamentos hoteleiros em junho, concentrando 34,1% das pernoitas, seguindo-se a AM Lisboa (16,8%), o Norte (15,8%) e o Centro (12,6%)”, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

No todo nacional, o setor do alojamento turístico registou 3,9 milhões de hóspedes e 9,4 milhões de dormidas no primeiro semestre, menos 15,6% e 19,1%, embora em junho tenha obtido crescimentos acentuados, diz o INE.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), que hoje publicou dados sobre a atividade turística, “entre janeiro e junho de 2021, considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), registaram-se 3,9 milhões de hóspedes e 9,4 milhões de dormidas, correspondendo a variações de -15,6% e -19,1%, respetivamente, face ao mesmo período de 2020”.

Paralelamente, indicou o INE, em junho o setor do alojamento turístico “registou 1,4 milhões de hóspedes e 3,4 milhões de dormidas, refletindo-se em crescimentos de 186,9% e 230,1%, respetivamente (+674,2% e +681,2% em maio, pela mesma ordem)”.

No entanto, face ao mês de junho de 2019, os hóspedes registaram um decréscimo de 50,1% e as dormidas caíram 52,6%.

Comparando com junho de 2019, registaram-se “decréscimos de 7,6% nas dormidas de residentes e de 72,0% nas dormidas de não residentes”.

Paralelamente, “no primeiro semestre do ano, verificou-se uma diminuição de 21,3% das dormidas totais, resultante de variações de +23,7% nos residentes e de -50,8% nos não residentes”.

Já face ao mesmo período de 2019, “as dormidas registaram uma diminuição de 73,4% (-42,3% nos residentes e -85,9% nos não residentes)”.

O INE contabilizou ainda que em junho, “25,3% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (37,2% em maio)”.

Quanto aos proveitos registados nos estabelecimentos de alojamento turístico “atingiram 212,7 milhões de euros no total e 158,2 milhões de euros relativamente a aposento”, sendo que “comparando com junho de 2019, os proveitos totais diminuíram 54,4% e os relativos a aposento decresceram 55,4%”.

Por sua vez, “o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 31,8 euros em junho (20,5 euros em maio)” e o “rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 87,4 euros em junho (76,7 euros em maio)”.

De acordo com o INE, em junho de 2019, o RevPAR e o ADR foram 62,1 euros e 97,6 euros, respetivamente.

No primeiro semestre, “os proveitos registaram variações de -13,4% no total e -11,3% relativos a aposento (-74,2% e -74,1%, face ao primeiro semestre de 2019)”, disse o INE.

No que diz respeito ao primeiro semestre do ano, foram contabilizados “crescimentos no número de dormidas na RA Açores (+28,2%) e no Alentejo (+15,4%), enquanto as restantes regiões apresentaram diminuições”, indicou o INE, acrescentando que nos primeiros seis meses do ano, “em termos de dormidas de residentes, registaram-se aumentos em todas as regiões, com realce para as evoluções na RA Madeira (+99,8%), RA Açores (+66,3%) e Algarve (+52,6%)”.

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