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Hotéis algarvios com mais turistas em julho

Os hotéis algarvios alojaram em julho mais turistas do que no mesmo mês do ano passado, sobretudo portugueses, e as unidades mais beneficiadas foram as de categoria superior, indicam dados de uma associação do setor.

Segundo a Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), a taxa de ocupação média de quarto em julho foi de 79,2 por cento, mais 5,8 por cento do que no mesmo mês do ano passado.

“Esta subida é obviamente um fator positivo embora não englobe os resultados das empresas”, avisa o presidente da associação, Elidérico Viegas, lembrando que o turismo algarvio continua em “fase negativa”.

As unidades de cinco e quatro estrelas foram as mais procuradas pelos turistas em julho, o que, segundo disse Elidérico Viegas à Lusa, tem a ver com os pacotes com preços mais baixos e por isso mais apelativos mesmo para o turista médio.

Os turistas nacionais foram os que mais contribuíram para “salvar” o mês de julho, com uma subida de 20 por cento, enquanto o mercado britânico subiu 1,3 por cento e o holandês 17,4 por cento.

Em junho, mês tradicionalmente escolhido pelos portugueses para passar férias no Algarve, nem os feriados ou as pontes animaram a região, que sofreu uma quebra de 2,8 por cento na ocupação hoteleira relativamente a junho do ano anterior.

Elidérico Viegas aproveita para lembrar que no ano de 2009 o Algarve teve os piores resultados turísticos dos últimos quinze, pelo que é importante não alimentar “ilusões” e aguardar que as subidas se mantenham durante o próximo mês de agosto.

VRSA e Monte Gordo com as taxas de ocupação mais altas
Por zonas geográficas, a única descida registada em julho de 2010 no Algarve verificou-se na zona de Lagos e Sagres (menos 4 por cento).

Nas restantes zonas verificaram-se subidas, sobretudo em Portimão e Praia da Rocha (mais 17,9 por cento) e Carvoeiro e Armação de Pêra (mais 10,9 por cento)

As zonas de Monte Gordo e Vila Real de Santo António foram as que registaram a taxa de ocupação mais elevada, com 89,9 por cento.

As de Faro e Olhão registaram a mais baixa, com 52,8 por cento.

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