Identificadas “muitas dificuldades” no apoio às populações afetadas pelo incêndio em Monchique

Cerca de 27 mil hectares da serra de Monchique arderam nestes incêndios, o equivalente a 27 mil campos de futebol. O fogo deflagrou no dia 3 de agosto e só foi dominado oito dias depois, deixando um imenso rasto de destruição
Cerca de 27 mil hectares da serra de Monchique arderam nestes incêndios, o equivalente a 27 mil campos de futebol. O fogo deflagrou no dia 3 de agosto e só foi dominado oito dias depois, deixando um imenso rasto de destruição

Falta de informação acessível, processos burocráticos longos e mecanismos de resposta lentos. Estas são algumas das queixas das populações afetadas pelo incêndio de Monchique. “Este cenário tem impedido o acesso a apoios, desmotivado as vítimas e levado algumas ao desespero”, relata a Plataforma Ajuda Monchique, alertando que muitas das vítimas sobrevivem com o rendimento social de inserção ou pequenas reformas

 

A Plataforma Ajuda Monchique (PAM) identificou “muitas dificuldades” no apoio às populações afetadas pelo incêndio que lavrou no concelho, entre os passados dias 3 e 10 de agosto, alastrando-se ainda aos municípios vizinhos de Silves, Portimão e Odemira, numa extensão total de 27 mil hectares ardidos.

“Temos recebido testemunhos preocupantes sobre as dificuldades vividas pelas populações afetadas pelo incêndio e sentimos que é o nosso dever partilhar com todos esta informação”, salientam os responsáveis por este movimento “100 por cento civil”, criado por um grupo de cidadãos de Monchique, em colaboração com a autarquia local, que tem estado na linha da frente do apoio aos que sofreram mais perdas neste incêndio.

Também o PCP fala de um “claro tratamento desigual” no que respeita, principalmente, ao acesso às candidaturas para obtenção dos apoios nos incêndios de 2017 e 2018.

“Para as vítimas dos incêndios de 2017 foram criadas candidaturas simplificadas para prejuízos até 5.euros, valor que, aliás, o PCP e o movimento associativo consideraram insuficiente. Este ano, para as vítimas do incêndio da serra de Monchique, as candidaturas não são simplificadas, sendo exigido que as vítimas apresentem um projeto do PDR 2020. Esta opção promove a exclusão de muitas das vítimas do incêndio da serra de Monchique, que enfrentam sérias dificuldades na apresentação de candidaturas aos apoios disponíveis”, denunciam os comunistas…

(NOTÍCIA COMPLETA NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL DO ALGARVE – NAS BANCAS A PARTIR DE 27 DE SETEMBRO)

NC|JA

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