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Incêndio não está dominado, condições meteorológicas preocupam autoridades

Incêndio
Informação foi dada pela Proteção Civil e GNR em conferência de imprensa esta manhã. 81 pessoas e 200 animais retirados por precaução. Um bombeiro ficou ferido sem gravidade. A22 já foi reaberta.

O incêndio  em  Castro Marim, que após ter sido dado como extinto, reacendeu ontem ao inicio da tarde em grande força e se alastrou aos concelhos de Tavira e Vila Real de Santo António, não esta dominado, confirmou a Proteção Civil em conferência de imprensa esta manhã. 

Richard Marques, comandante operacional Regional de Emergência e Proteção Civil, salientou «a noite de trabalho árduo de 613 mulheres e homens», que permitiu «executar plano de combate mesmo sem janela de oportunidade».

Esta ação permitiu, para já, reabrir a Via do Infante entre Castro Marim e Tavira, que estava cortada ao trânsito desde ontem.

Richard Marques revelou, ainda, que foram retiradas 81 pessoas de 12 localidades, «por precaução».

Parte destas pessoas estão em duas zonas de apoio, uma em Tavira, «ainda com 26 pessoas», e outra em Castro Marim, com sete pessoas, «mas que já estão a regressar às habitações».

Durante a noite, foi efetuada a retirada de 80 cães e 110 gatos de um canil e gatil, no Rio Seco, concelho de Castro Marim, com a ajuda de voluntários que prontamente se derigiram ao local para auxiliar no transporte.  

Houve um bombeiro que sofreu queimaduras, mas que «já está em casa», não se tendo registado nenhum ferido entre a população».

A GNR ainda não tem registo de casas ardidas ou danificadas pelo fogo, mas esse trabalho de contagem ainda está a ser feito. 

Também presente na conferência de imprensa, o autarca de Castro Marim, Francisco Amaral, salientou “as famílias em desespero” por terem visto “o seu rendimento agrícola reduzido a zero” devido à “perda de plantações” para o fogo.

Rotação do vento vai coincidir com período crítico e pode potenciar incêndio

Segundo Richard Marques, «Estão a decorrer trabalhos de consolidação no perímetro, que é bastante amplo. Estamos a consolidar, com o objetivo de suster a progressão do incêndio e sustentar a capacidade de o travar».

Este tem sido, de resto, um incêndio particularmente difícil de combater, tendo em conta a sua elevada taxa de expansão, que é de «650 hectares por hora».

O incêndio «lavrou com grande intensidade» e tem «um perímetro de 43 quilómetros». A área afetada é de 9000 hectares e o «potencial deste incêndio é de 20 mil hectares», concluiu Richard Marques.

Para esta terça-feira, não se prevê um cenário melhor, «Ao longo do dia de hoje, o quadro será muito semelhante ao dia de ontem, em relação às temperaturas, que serão elevadas», disse o comandante operacional regional.

O vento é outro grande inimigo, com a agravante que há «uma variável nova, a rotação do vento, que vai coincidir com período crítico do dia e vai trazer maior preocupação na sustentação deste trabalho».

— Próximo ponto de situação às 19h

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