Investigadores identificam 150 características genéticas associadas à longevidade


Investigadores identificaram um conjunto de variações genéticas que permitem prever com 77 por cento de certeza se uma pessoa tem hipótese de ser centenária, revela um estudo incluído na revista Science que sai para as bancas na sexta feira.


Analisando o genoma de 1055 pessoas que cruzaram a barreira dos cem anos e de 1267 elementos de um grupo de controlo, os investigadores descobriram 150 características genéticas frequentes em que têm uma longevidade acima da média.

A equipa de estudiosos da Universidade de Boston e do Instituto de Tecnologia Biomédica de Itália conseguiu isolar 19 agregados genéticos específicos ligados à longevidade excecional que caracterizam 90 por cento dos cidadãos centenários examinados no âmbito da investigação.

Os investigadores assinalaram que, além dos fatores genéticos, interferem com a longevidade os fatores ambientais, onde se incluem as opções relacionadas com o estilo de vida.

“A importância de fatores ambientais na longevidade é ilustrada pelo facto de a esperança média de vida entre os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia ser de 88 anos”, lê-se no artigo, citado pela agência noticiosa espanhola Efe.

“Essas pessoas, em virtude da sua religião, têm uma conduta benéfica para a saúde, o que conduz a um envelhecimento saudável”, acrescenta o texto.

Thomas Perls, especialista em geriatria e professor de medicina na Universidade de Boston, e Paola Sebastiani, especialista em bioestatística no mesmo estabelecimento de ensino, são os principais autores do trabalho.

Segundo os autores, as conclusões da pesquisa também ajudam a identificar subgrupos de pessoas que permanecem mais tempo de boa saúde e contribuem de forma significativa para a prevenção e deteção de várias doenças.

HSF.

JA/Lusa

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