Irlanda regressa ao mercado e coloca 2,5 mil milhões de euros

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A agência de gestão da dívida irlandesa reabriu esta terça-feira uma série de obrigações vencendo em 2017. Colocou 2,5 mil milhões de euros. Segundo as autoridades, 87% dos compradores foram estrangeiros.

A Irlanda voltou terça-feira (8) ao mercado obrigacionista, depois das operações que realizou em 26 de julho de 2012 com a colocação de dívida a cinco e a oito anos. O regresso da Irlanda aos mercados da dívida de médio e longo prazo iniciou-se em julho do ano passado e teve ontem a primeira operação de várias previstas para 2013.

A NTMA, National Treasury Management Agency, a agência de gestão da dívida irlandesa, reabriu hoje uma série de obrigações vencendo em 2017 que havia sido lançada em junho do ano passado, captando, agora, 2,5 mil milhões de euros. A procura envolveu 7 mil milhões de euros por parte de mais de 200 investidores. A yield fixada foi de 3,32%. Em julho do ano passado havia sido de 5,9%.

A yield de 3,32% é já ligeiramente inferior à TIR (taxa interna de retorno, incluindo todos os custos associados, juros e comissões), do empréstimo da troika, que está em 3,5%.

Segundo o ministro das Finanças, Michael Noonan, 87% dos compradores foram de origem estrangeira, com destaque para os oriundos do Reino Unido (35,6%), países nórdicos (12,4%), França (9,5%) e Alemanha (7,2%).

No plano de emissão de dívida no mercado primário para 2013, a NATMA prevê financiar 10 mil milhões de euros já para cobrir as necessidades de financiamento de 2014. O plano de resgate da troika termina em 2013. Em 2014, a NTMA prevê regressar à emissão “normal” mensal de dívida obrigacionista.

Atualmente, no mercado secundário a dívida irlandesa a 5 anos tem uma yield de 3,215%, inferior aos 3,814% para as obrigações espanholas, mas acima dos 3,067% para os títulos italianos, segundo dados da Bloomberg. A probabilidade de incumprimento da dívida irlandesa está abaixo de 16%, segundo dados da CMA DataVision.

Em termos de comparação, as yields para as obrigações portuguesas a 5 anos fecharam hoje em 5,238% e a probabilidade de incumprimento está acima de 28,7%.

Jorge Nascimento Rodrigues (Rede Expresso)
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