Israel tenta acalmar escalada de violência

Israel tentou hoje acalmar a escalada de violência com o Líbano um dia depois do registo dos mais graves incidentes na fronteira dos dois países desde 2006, dos quais resultaram quatro mortos.

“Espero que não haja escalada (de violência), que tenhamos um verão calmo e que as coisas normalizem (…) É necessário agir de forma a que um incidente local não degenere numa verdadeira crise”, afirmou o ministro da Defesa israelita, Ehud Barak, no final de um encontro do gabinete de segurança consagrado a estes confrontos.

Os confrontos, dos quais resultou a morte de três libaneses (dois soldados e um jornalista) e de um israelita (um oficial) ocorreram na zona da fronteira entre os dois países quando o exército israelita tentava extrair uma árvore.

Responsáveis militares libaneses afirmaram que a árvore estava do lado libanês da denominada “linha azul”, fixada pela ONU para marcar a retirada de Israel do sul do Líbano em 2000.

A força da ONU no Líbano (FINUL), estacionada no sul do Líbano, afirmou hoje que a árvore, cuja extração desencadeou confrontos na terça-feira, estava “do lado israelita”.

O porta-voz do primeiro ministro israelita, Benjamin Netanyahu, Marc Regev, felicitou-se com a declaração da FINUL.

A “linha azul” foi traçada pela ONU na sequência da retirada do exército israelita em maio de 2000 do sul Líbano depois de 22 anos de ocupação para oficializar a fronteira.

No terreno, os soldados israelitas extraíram hoje a árvore com uma grua.

Segundo os media israelitas, a extração da árvore visa permitir a instalação de uma camara para vigiar o território libanês.

O exército do Líbano anunciou hoje, em comunicado, que responderá a qualquer agressão israelita, enquanto o ministro da Defesa libanês, Elikas Murr, afirmou que o exército tinha cumprido o dever na terça feira ao enfrentar as tropas israelitas.

Nurr também acusou Israel de violar a resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que pôs fim ao conflito armado entre Israel e o movimento xiita libanês Hezbollah de 2006.

O Hezbollah anunciou hoje que anulou uma reunião interna no parlamento.

O chefe do movimento, Hassan Nasrallah, afirmou na terça-feira que a milícia declarou o estado de “alerta máximo” devido aos incidentes na fronteira entre o Líbano e Israel.

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