POLÍTICA

José Apolinário renuncia ao mandato na Assembleia Municipal de Faro

O atual presidente da CCDR/Algarve, José Apolinário, renunciou ao mandato de membro da Assembleia Municipal de Faro, para o qual foi eleito pelo Partido Socialista, por incompatibilidade com as funções que atualmente exerce, disse hoje o próprio ao JA.

“Com a assunção de responsabilidades como Presidente da Comissão de Coordenação Regional do Algarve, após eleição do colégio de autarcas representando os Municípios e Freguesias da Região, é imperativo apresentar o pedido de renúncia ao mandato de membro da Assembleia Municipal de Faro, em 1 de Outubro de 2017”, afirma o ex-secretário de Estado das Pescas em carta enviada ao presidente do órgão autárquico de Faro, a que o JA teve acesso.

Apolinário reconhece que, já anteriormente, devido ao desempenho de funções governativas, com responsabilidades institucionais fora de Faro, não lhe foi possível “exercer o mandato com a assiduidade e o zelo que os cidadãos eleitores que confiaram no Partido Socialista mereciam”, e que a natureza de muitas das matérias em apreciação na Assembleia Municipal, sobretudo no período antes da ordem do dia, “suscitou repetidamente a necessidade de invocar conflito de interesses”.

Numa longa missiva de cinco páginas, José Apolinário destaca a forma como a presidência e a mesa da Assembleia exercem a direção daquele órgão deliberativo, “em articulação com os líderes dos diversos grupos políticos municipais, com empenho e forte cooperação institucional” e destaca “o enorme espírito democrático, de participação cívica e de cidadania que se vive na Assembleia Municipal de Faro”.

Destaca o histórico de saneamento da situação financeira do município desde que, em outubro de 2005, assumiu as funções de presidente da Câmara.

“Nasci em Pechão, concelho de Olhão. Hoje, eu e a minha família somos residentes em Faro e aqui nos sentimos muito bem: ‘És de Faro, és farense’”, evoca.

Naquilo a que chama um exercício de cidadania, o ex-governante e dirigente socialista anuncia que continuará a viver Faro, “com todos os que aqui nasceram e escolheram o Município de Faro para viver, estudar ou trabalhar”.

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