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Lagoa: “Considerar a Via do Infante uma Scut é um embuste”

A autarquia lagoense aprovou recentemente uma moção contra a introdução de portagens na Via do Infante, defendendo que aquela via, batizada de A22, “não é uma autoestrada, não foi construída como tal, não o pretendeu ser, não tem características técnicas para tal, nem efetivamente o é, tendo inclusivamente sido construída em várias fases, de acordo com a afetação dos fundos comunitários e do Orçamento de Estado”.

Por tudo isto, os deputados municipais reclamam que “considerar a Via do Infante uma Scut (sem custos para o utilizador) é um embuste, uma mistificação, que em tudo foge à génese do seu planeamento e construção”.

A moção sublinha ainda que a Via do Infante foi construída com fundos europeus e nacionais e paga, em grande parte, muito antes da adoção do conceito SCUT.

Uma parte significativa foi construída aquando da Expo 92 em Sevilha, tal como em Espanha foram construídas vias rápidas com a mesma génese de planeamento e financiamento”, recordam os deputados lagoenses.

O documento aponta também que “a estrada nacional 125 deixou de ser objeto de requalificação, não recebendo os melhoramentos porque a Via do Infante foi o caminho alternativo seguido”.

No Algarve não existe outra possibilidade de percorrer médias distâncias em segurança e tempo aceitável a não ser pela Via do Infante, pela simples razão de que esta via foi a construída para desempenhar essa função, sem alternativas e sem que por qualquer forma visasse ser uma autoestrada”, conclui a moção.

Por tudo isto, a Câmara de Lagoa condena “qualquer decisão que não reconheça os factos específicos apontados, que seriam seriamente prejudicados em termos de justiça e especificidades regionais ao portajar a Via do Infante”.

JA

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