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Lagos com novos percursos da Via Algarviana até ao final do ano

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O município de Lagos acolheu, na semana passada, uma sessão de sensibilização sobre o desenvolvimento da Via Algarviana, encarada como um projeto importante na consolidação da estratégia de diversificação e valorização da oferta turística do Algarve, na área de turismo de natureza, em complemento com os produtos âncora tradicionais.

“(Des)envolvendo o Ecoturismo no Interior do Algarve” foi o tema da sessão, que decorreu no Centro Cultural de Lagos, apresentada pela equipa de gestão da Via Algarviana, que deu a conhecer as mais importantes ações previstas nesta fase de candidatura. Nesta sessão, foram igualmente apresentados os resultados obtidos até ao momento com o projeto, e identificadas as iniciativas planeadas até ao final do ano para o município de Lagos.

A Via Algarviana é um percurso pedestre de longa distância (300 quilómetros), classificado com Grande Rota (GR13). Inicia-se em Alcoutim, junto ao Guadiana, e termina no cabo de S. Vicente, em Vila do Bispo, passando pelas serras do Caldeirão e Monchique e atravessando essencialmente zonas florestais e aldeias do interior da região algarvia. Este foi um projeto nascido em 1995, pela mão da Associação Almargem, que procura contribuir para a valorização do património natural e cultural da região e para a melhoria da qualidade de vida das populações aí residentes.

Segundo a coordenadora da equipa, Anabela Santos, “são necessários 14 dias para percorrer esta rota, segmentada em 14 setores/troços, cada um com respetivo alojamento e restauração”. Em BTT, uma das formas de percorrer estes trilhos, (que não estava pensada no início, mas que tem ganho bastantes adeptos ao longo do tempo) são aconselháveis cinco dias para a “travessia”.

De acordo com Anabela Santos os principais objetivos da Via Algarviana são: promover e aumentar o turismo de natureza na região; promover os recursos naturais e culturais para o desenvolvimento sustentável e turismo responsável; dinamizar a economia local, atenuar a desertificação humana nesses territórios e atenuar a sazonalidade da região, tendo em conta que este é um produto complementar ao verão de “sol e praia”, uma vez que, segundo a responsável pelo desenvolvimento do projeto, “os picos de visita nesta Via são exatamente no decorrer da primavera e do outono”.

O que está previsto para Lagos?

No que diz respeito aos troços que irão cruzar o território de Lagos pode adiantar-se que estão a ser trabalhados quatro, prevendo-se a sua conclusão até ao final do ano. Sublinhe-se que, para além destes, já atravessam o concelho duas secções desta via (Marmelete – Bensafrim (30,0 quilómetros) e Bensafrim – Vila do Bispo (30,1 quilómetros).

Além disso, já existem dois percursos pedestres na Mata Nacional de Barão de São João e que já estão incluídos no roteiro de percursos pedestres do Algarve. Estes percursos foram alvo do protocolo estabelecido entre a autarquia com a Associação Almargem, para a fase 2 da Via Algarviana, visando o melhoramento da sinalética.

Atualmente, o trabalho de levantamento da sinalética a implementar de acordo com as normas da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP) e as coordenadas GPS está finalizado. Segundo a Almargem, até ao final de agosto estará acabado o projeto dos dois percursos.

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