Libertados dois linces criados co Centro de Reprodução de Silves

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Dois linces batizados Rosmaninho e Rouxinol, machos criados no Centro de Reprodução de Silves, foram libertados esta terça-feira na freguesia de São João dos Caldeireiros (Mértola), numa área sob jurisdição do Regimento de Infantaria n.º 1, de Beja, entidade que se associou ativamente ao processo de reintrodução em Portugal.

Rosmaninho, filho da fêmea Fresa e do macho Drago, e o Rouxinol, filho da fêmea Juncia e do macho Fresco, têm quase um ano de idade e nasceram no Centro Nacional de Reprodução de Lince Ibérico do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, em Silves.

São os primeiros de sete exemplares de lince-ibérico, espécie considerada como “criticamente em perigo” em Portugal, a ser libertados este mês no País, o total do ano, segundo anunciou esta terça-feira o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

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Numa nota de imprensa, o ICNF informa que a época de soltas de lince-ibérico no país que teve tem início com a libertação destes dois de sete exemplares, “continuará até ao final do mês, na área de reintrodução do Vale do Guadiana”.

Segundo o ICNF, os exemplares a soltar “nasceram em 2020, em três dos quatro centros de reprodução em cativeiro existentes na Península Ibérica”.

Dois exemplares machos provêm de El Acebuche e três exemplares fêmeas de La Olivilla, na Andaluzia, Espanha, além dos outros dois exemplares machos agora libertados no concelho de Mértola.

“As áreas de solta definidas para 2021 foram selecionadas com base em critérios técnicos de existência de habitat adequado e de disponibilidade de alimento para os linces e contaram com as valiosas colaborações do Regimento de Infantaria n.º 1 de Beja e da Câmara Municipal de Mértola, traduzidas na permissão de realização de parte das soltas, em terrenos sob a sua jurisdição”, assinala o ICNF.

O instituto explica que 2020 foi “particularmente favorável ao lince em Portugal, com o nascimento de 60 crias em meio natural e o estabelecimento de 18 fêmeas reprodutoras com territórios estabilizados”, tornando o Vale do Guadiana numa das “áreas de reintrodução com maior sucesso a nível ibérico”.

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