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Lídia Jorge apresenta poeta e embaixador Luís Castro Mendes

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Esta quinta-feira, dia 14 de agosto, pelas 21h00, a biblioteca Sophia recebe, em Loulé, uma das mais proeminentes figuras da poesia nacional da atualidade: Luís Castro Mendes, embaixador de Portugal junto do Conselho da Europa (Estrasburgo). Com longa e ímpar carreira literária, pela primeira vez está em Loulé, terra onde tem fortes raízes familiares, para falar da sua obra poética. Luís Castro Mendes é apresentado pela escritora Lídia Jorge.

Neto do arqueólogo José Rosa Madeira, natural do Ameixial, e que foi o descobridor da primeira estela com a Escrita do Sudoeste (a que já se chamou com inteira propriedade escrita algarvia), Luís Filipe Castro Mendes nasceu em 1950, em Idanha-a-Nova, devido à deslocação profissional de seu pai (jurista em Faro). Ainda muito cedo, entre 1965 e 1967, foi colaborador do jornal Diário de Lisboa-Juvenil e também do Juvenil e do Suplemento Literário do diário República. O avô louletano de Luís Castro Mendes, além de arqueólogo era relojoeiro estabelecido em Loulé, na Av. Marçal Pacheco, e foi o primeiro a recolher os versos de António Aleixo, recolha que em grande parte deu origem ao livro inicial do grande poeta popular.

Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, Luís Castro Mendes desenvolveu, a partir de 1975, uma brilhante carreira diplomática sucessivamente em Luanda, Madrid e Paris, foi representante permanente de Portugal na UNESCO em Paris, depois embaixador na Índia, e, atualmente, é o chefe da missão portuguesa junto do Conselho da Europa, em Estrasburgo. É uma das vozes mais respeitadas no Palácio das Necessidades.

Desde Recados (1983), o seu livro de estreia, até Correspondência Secreta (1995), a obra de Luís Filipe Castro Mendes tem como traço distintivo a capacidade de renovar, com inquestionável mestria, as experiências de escrita.

A sua obra é marcada por duas características: a intertextualidade (com referências a escritores como Emily Dickinson, Rike, Nietszche, Jorge Luís Borges, Rimbaud, entre outros) e o tratamento de formas poéticas tradicionais, como o soneto.

Areias Escuras (1984), Seis Elegias e Outros Poemas (1985), galardoado com o prémio da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, A Ilha dos Mortos (1991), O Jogo de Fazer Versos (1994) e Outras Canções (1998) são ainda exemplos de outras obras deste autor. Lendas da Índia e Misericórdia dos Mercados são dois dos seus mais recentes livros.

Esta iniciativa, com entrada livre, é promovida pela biblioteca Sophia no âmbito do ciclo “Discursos Diretos”, dinamizado pela Comissão Concelhia das Comemorações do 25 de Abril.

JA

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