Clínica estava ilegal por falta de registo na Entidade Reguladora

A clínica em Lagoa onde quatro doentes ficaram em risco de cegar na sequência de uma intervenção estava em situação ilegal por não se encontrar registada na Entidade Reguladora da Saúde, disse o responsável do organismo.

“A clínica não está registada na Entidade Reguladora da Saúde (ERS). Não tínhamos conhecimento sequer da existência dessa entidade e portanto é uma entidade que atua à margem da lei, uma vez que o registo na ERS é obrigatório”, afirmou à agência Lusa o presidente da Entidade, Álvaro Almeida.

O responsável aconselhou todos os possíveis utentes a habituarem-se a verificar se a unidade de saúde a que se dirigem está registada na ERS, visto que “dá uma garantia de adicional de segurança e de qualidade”.

“É um hábito que as pessoas deviam ter e não deviam utilizar estes prestadores de vão de escada. São coisas à margem da lei que não deviam ter sido usadas pelos utentes”, declarou Álvaro Almeida.

O registo na ERS implica o cumprimento de determinados requisitos, bem como uma supervisão permanente.

Segundo informação enviada à ERS, a clínica em causa está encerrada desde o dia 24 de julho por motivo de obras.

Na sequência de uma intervenção oftalmológica na clínica I-QMed de Lagoa, no Algarve, quatro doentes ficaram em risco de cegar e estão com “prognóstico muito reservado” no Hospital dos Capuchos, em Lisboa.

A Inspecção Geral das Actividades em Saúde (IGAS) está a investigar desde 28 de julho esta clínica privada, confirmou à Lusa uma fonte do Ministério da Saúde.

Segundo a televisão SIC, os quatro doentes foram operados a 20 de julho na clínica I-QMed de Lagoa, no Algarve. Um dos doentes, uma mulher de 35 anos, foi operada para colocar lentes intra-oculares, e os outros três fizeram operações para tratar cataratas.

Dois dias, depois a mulher de 35 anos deu entrada na urgência do Hospital de São José com uma infeção grave. Os outros doentes chegaram a São José no dia 26 de julho com os mesmos sintomas, refere a SIC.

”É um processo que está a decorrer desde dia 28 de julho”, adiantou hoje à Lusa a fonte do Ministério da Saúde, adiantando que a clínica já estava encerrada para obras.

A mesma fonte avançou que foram tomadas todas as providências em relação a essa situação” e que a investigação abrange o licenciamento, o funcionamento e o corpo clínico que esteve envolvido nas cirurgias.

AL/JA

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