“Lisboa recebe 70 milhões e o Algarve menos de 1 milhão”

Os presidentes das câmaras de Albufeira, Castro Marim, Faro, Monchique e Vila Real de Santo António, em conjunto com o PSD Algarve, consideram positiva a baixa de preços no tarifário dos transportes públicos, que está prevista entrar em vigor no próximo mês de maio no Algarve. A redução tarifária será na ordem dos 40%, abarcando o transporte de passageiros coletivos rodoviários e ferroviários.

No entanto, os sociais-democratas criticam o facto de, para realizar essa redução, a AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve só ter recebido “menos de 1 milhão de euros, enquanto a Área Metropolitana de Lisboa recebeu mais de 70 milhões, a que corresponde 27 euros por habitante por comparação aos pouco mais de 2 euros no Algarve”.

“Não há razão para tamanha discrepância quando a região tem insuportáveis constrangimentos de mobilidade”, lê-se num comunicado conjunto dos autarcas do PSD e da comissão política distrital.

“Registamos positivamente a baixa de preços, mas não podemos admitir ser pior tratados que outros. A título exemplificativo, em Lisboa ou no Porto, todos, independentemente das distâncias, pagarão no máximo 40 euros. Aplicada a redução no caso do Algarve, subsistirão passes com valor superior a 80 euros, o que traduz uma desigualdade de oportunidades que uma região periférica e cidadãos cumpridores não podem tolerar”, acentuam os sociais-democratas, lembrando que “o Algarve tem dos maiores problemas de mobilidade do país”.

PSD exige mais verbas para o Algarve

Nesse sentido, o PSD reclama que o Governo transfira mais verbas para o Algarve, de modo a que “nenhum passe regional exceda os 40 euros” e que “as ligações rodoviárias e ferroviárias a grandes centros urbanos como Lisboa estejam incluídas no passe social”.

Também na semana passada, no debate sobre o tarifário dos passes sociais, o deputado algarvio Cristóvão Norte fez a intervenção de fundo do PSD, defendendo que, “para não haver injustiças, são precisas medidas compensatórias, sob pena de a mobilidade ser para uns e não para outros”.

A título de exemplo, Cristóvão Norte adianta que “um passe social em Lisboa ou Porto vai custar um máximo de 40 euros nas áreas metropolitanas, enquanto no Algarve continuará a haver passes acima de 100 euros”.

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