ECONOMIA

Loulé dribla crise e tem 554 fogos em execução

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O presidente da Câmara de Loulé, Vítor Aleixo, sustenta que o seu município tem conseguido resistir às crises pandémica e económica, revelando que em 2020 foram já emitidas 127 autorizações de utilização para novos fogos em prédios multifamiliares, estando neste momento em execução mais 554 fogos.

Os dados foram revelados na segunda-feira à noite, no Cineteatro Louletano, numa sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Loulé que teve como único ponto da ordem do dia o debate sobre o “Estado do Município”.

Numa caracterização atual do concelho, o presidente da câmara de Loulé, Vítor Aleixo, deu a conhecer alguns dados estatísticos que ilustram bem a dinâmica social, económica e territorial deste município que conta com mais de 70 mil habitantes.

Considerando a importância da construção civil no peso da economia local, os dados relativos ao licenciamento urbanístico no que respeita à habitação coletiva são um forte sinal da dinâmica existente em Loulé, disse o autarca.

Relativamente às finanças, é também significativo o valor estimado para as despesas de capital deste ano, cerca de 42 milhões de euros, o montante mais elevado desde 2010, sendo um forte indicador da atividade do Município.

“É muito bom viver neste concelho pois é aquele que tem a fiscalidade mais competitiva do país”, considerou o autarca Vítor Aleixo, ao reportar-se à política de impostos que tem sido seguida pela Autarquia, e que corresponde a uma poupança para as famílias e empresas de mais de 19 milhões de euros, nomeadamente no que respeita à redução do IMI, IRS ou não aplicação da Derrama. “Nos últimos quatro anos, o Município de Loulé deixa na economia das empresas e das famílias uma verba muito importante para ajudar a atividade económica e o rendimento familiar”, frisou o

autarca.

Isto ocorre num ano marcado pela pandemia, e à imagem do que tem acontecido no resto do território português, foi revelado um dado preocupante – o crescimento acentuado do desemprego no Município, em 2020, ressalva Vítor Aleixo.

No que respeita aos fundos comunitários, o presidente do executivo adiantou que o Município apresentou 61 candidaturas, num valor de 21,5 milhões de euros, obtendo uma comparticipação na ordem dos 13,5 milhões de euros.

“A nossa visão é a mesma desde que chegámos à Câmara Municipal de Loulé. Queremos um concelho mais inclusivo, mais coeso no seu território em que o interior não tenha índices de desenvolvimento tão diferentes do litoral, mais competitivo e mais sustentável”, considerou o autarca em relação à visão integrada do Município.

Quanto aos projetos estruturantes e iniciativas em curso, Vítor Aleixo falou, na área da educação, da requalificação da Escola EB 2,3 D. Dinis em Quarteira; da construção da nova Escola JI+EB1 Hortas de Santo António; da nova creche do Forte Novo, em Quarteira; ou da ampliação da EB2,3, Engenheiro Duarte Pacheco. “Estamos a construir e a ampliar mais escolas pois a atratividade do nosso concelho traz também mais população em idade escolar”, explicou o edil.

Outro projeto importante é a criação do Complexo de Saúde em Loulé que junta no mesmo edifício uma Unidade de Saúde Familiar (USF), uma Unidade de Cuidados à Comunidade (UCC) e a sede do ACES Central.

Na área social, entre 2014 e 2020, já foram aprovadas 961 candidaturas, com um investimento de mais de meio milhão de euros, no âmbito do Regulamento Loulé Solidário, com vista a apoiar a população mais desfavorecida na aquisição de medicação ou no pagamento de faturas de luz, gás, água. “Esta tem sido uma ferramenta muito importante para ajudar as pessoas”, sublinhou o presidente da Câmara, apontando também o Tarifário Social da Água, que conta atualmente com 937 beneficiários.

Outros apoios às famílias têm passado igualmente pela oferta de manuais escolares e cadernos de atividades, num investimento anual a rondar os 500 mil euros.

Em relação à coesão territorial, o autarca trouxe a esta sessão da Assembleia dois projetos estruturantes para o interior: o aspirante a Geoparque Mundial da UNESCO, numa candidatura apresentada em conjunto com as autarquias de Albufeira e Silves, “a grande oportunidade de desenvolvimento sustentável do interior do Algarve central”; e a expansão da cobertura da rede de comunicações móveis a 98% do território do interior, através de “uma solução única no país”, num procedimento com um valor superior a 2 milhões de euros.

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